Maputo (IKWELI) – O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou que Moçambique pretende afirmar-se como um hub energético regional, defendendo que os recursos naturais devem impulsionar a industrialização, a diversificação da economia e a criação de empregos.
A intenção foi manifesta esta quarta-feira (22) durante a abertura do Mozambique CEO Summit, onde o Chefe de Estado apelou ao reforço do investimento privado, garantindo reformas para melhorar o ambiente de negócios e reiterou o compromisso do Governo com a segurança jurídica.
Chapo afirmou que o potencial energético deve, antes de tudo, servir o desenvolvimento nacional, defendendo que o país não deve limitar-se a exportação de energia ou matérias-primas, mas usar a energia para produzir mais, transformar, criar mais postos de emprego e reforçar a competitividade da economia.
Para concretizar essa visão, o chefe do Estado destaca que investimentos estão em curso no sector energético, incluindo o aproveitamento do potencial da Hidroeléctrica de Cahora Bassa e o desenvolvimento de projetos de Mphanda Nkuwa, Lupata, Boroma e outros empreendimentos viáveis na Bacia do Zambeze.
No sector dos hidrocarbonetos, o Presidente apontou os projectos Coral Sul e Norte avaliados em cerca de 50 mil milhões de dólares norte-americanos, sublinhando que estes investimentos devem contribuir para a formação de quadros, o desenvolvimento de empresas nacionais, a criação de emprego e a aceleração da industrialização de Moçambique e na região da SADC.
O governante destacou ainda os investimentos previstos nos corredores de desenvolvimento de Nacala, Beira e Maputo com a modernização de portos, estradas, bases logísticas e postos fronteiriços, com o objectivo de reduzir custos logísticos, facilitar o comércio e consolidar Moçambique como uma plataforma regional de energia, indústria, tecnologia e transportes.
Durante o seu discurso, reiterou que os grandes investimentos devem criar benefícios concretos para a economia nacional, através da promoção do conteúdo local, da transferência de conhecimento, da criação de oportunidades para as micro, pequenas e médias empresas e do respeito pelas comunidades, proteger o ambiente e obedecer legislação nacional.
Chapo garantiu ainda que o executivo vai continuar a trabalhar para simplificar procedimentos, reduzir barreiras burocráticas, combater a corrupção, melhorar a qualidade dos serviços públicos, reforçar a integridade das instituições e, sobretudo, combater, com firmeza, todas as práticas que prejudicam o Estado, o empresário, seja nacional ou estrangeiro, que afastam o investimento e o crescimento da economia do país.
“Aos parceiros de desenvolvimento e às instituições financeiras, apelamos para que continuem a caminhar connosco, apoiando projectos que reforcem a base produtiva, as infra-estruturas, a formação de quadros e a diversificação da economia nacional,” Concluiu. (Antónia Mazive)

