Nahene: População acusa EDM de abandonar a expansão da energia eléctrica

Nampula (IKWELI) – A população da unidade comunal de Nahene, nos arredores da cidade de Nampula, acusa a empresa Eletricidade de Moçambique (EDM), Área de Serviço ao Cliente de Nampula, de abandonar a expansão da rede elétrica desde 2024, situação que coloca os moradores daquela secção agastados devido aos desafios que advêm da situação.

Trata-se duma iniciativa que surge no âmbito do projecto “Energia para todos”, lançado no ano 2018, pelo até então Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi.

De acordo com informações apuradas pelo Ikweli, o projecto em referência teria iniciado naquela circunscrição no ano 2023, com vista a beneficiar mais de 10.553 habitantes, na sua maioria deslocados vítimas de terrorismo na vizinha província de Cabo Delgado.

Em entrevista com a estrutura local, foi possível entender que um total de 3.338 pessoas se sentem excluídas do projecto governamental.

O Secretário da Unidade Comunal de Nahene, bairro de Namicopo, Vasconcelos Rachide, detalhou ao Ikweli que uma das possibilidades aventadas para a paralisação do projecto é a distância que os funcionários da empresa devem percorrer até àquela zona residencial.

Aquele secretário explicou que, após receber pressão de residentes que não beneficiaram, teve que recorrer a EDM, com vista a buscar entender as razões do suposto abandono do projecto naquela área, tendo lhe sido dito que retomariam o projecto este ano.

De acordo com o nosso entrevistado, a unidade comunal de Nahene começou a ser habitada no ano 2017, tendo vindo nos últimos anos a registar maior fluxo de habitantes devido a chegada das vítimas do terrorismo em Cabo Delgado, e actualmente conta com um total de 10,553 habitantes de todas faixas estarias.

Por outro lado, o secretário do círculo 16 de Junho, que conta com 5,365 casas, em Nahene, também se ressente do suposto abandono da Electricidade de Moçambique.

Amade Pires explicou ao Ikweli que as residências novas é que ainda não beneficiaram do projecto.

Enquanto isso, o delegado Electricidade de Moçambique em Nampula, Cristóvão Neves, justificou que “essa é uma zona já encerrada há dois anos, e nenhuma autoridade local que chegou para manifestar, então escrevam para a gente ver onde é para serem abrangidas pela terceira parte que inicia provavelmente no próximo ano.”

Neves não avançou o número de famílias e casas que já beneficiaram do projecto, mas assegurou que “já eletrificamos mais de 5 km de distância, só naquela zona, mas também o que está a acontecer é que estamos a eletrificar e saímos, e a população não para de construir, então pode ser que estejam a aparecer residências novas.” (Virgínia Emília)

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