
Maputo (IKWELI) – O Secretário de Estado do Género e Acção Social, Abdul Esmail, lançou, na sexta-feira (3), o Observatório e a Revista de Desenvolvimento da Primeira Infância no país, destacando que esta iniciativa irá fortalecer a produção de conhecimento, a coordenação multissectorial e a formulação de políticas públicas baseadas em evidências, com vista à promoção do desenvolvimento integral das crianças moçambicanas.
No seu discurso, o governante sublinhou que a primeira infância corresponde aos primeiros anos de vida, período crucial para o desenvolvimento do cérebro e marcado por rápidas transformações, durante o qual se formam cerca de 90% das conexões neuronais até aos seis anos de idade, influenciando de forma determinante todo o percurso de vida da criança.
Por isso, considera que investir nos primeiros anos de vida permite que as crianças se adaptem melhor às mudanças e adquiram novos conhecimentos com maior facilidade, desenvolvendo competências que as acompanharão ao longo do crescimento e lhes proporcionarão melhor desempenho escolar, realização pessoal e maiores oportunidades de emprego.
Destacou que o Diretório lançado constitui uma ferramenta essencial para facilitar o acesso à informação sobre “o que fazem, quem são e onde estão” as instituições e organizações que actuam na área do Desenvolvimento da Primeira Infância, bem como sobre os principais serviços que disponibilizam.
Acrescentou que o Diretório irá também apoiar a concretização de um dos objectivos da criação do Grupo Técnico de Coordenação Multissectorial para o Desenvolvimento da Primeira Infância, coordenado pelo sector do Trabalho, Género e Acção Social, bem como contribuir para a implementação, prevista para 2027, da Estratégia Nacional da Educação Pré-Escolar.
Abdul Esmail afirmou ainda que o Governo tem vindo a reforçar políticas e programas destinados à protecção e ao desenvolvimento integral da criança, através da expansão da cobertura da educação pré-escolar, dos serviços de cuidados infantis, da imunização atempada, da estimulação precoce e do reforço do estado nutricional, entre outras acções.
A fonte, igualmente, a aprovação de instrumentos estratégicos, como o Plano Nacional de Acção para a Criança III (2025–2034), a Política e Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (2024–2030), o Pacote de Serviços Essenciais (VII) e a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (2025–2044), que evidenciam o compromisso firme do Governo com o bem-estar da criança como prioridade nacional.
O governante assegurou que o Executivo continuará a colocar a criança no topo das suas prioridades, por reconhecer que ela necessita de apoio integral para garantir um desenvolvimento harmonioso. (Antónia Mazive)





