Nampula (IKWELI) – Os moradores de Saua Saua, no distrito de Nampula, província de Nampula, vivem há vários anos sob o risco constante de ataques de crocodilos devido à destruição da ponte sobre o rio Monapo, uma situação que continua a comprometer a mobilidade e a segurança da população.

A falta da infraestrutura obriga centenas de pessoas a atravessarem o rio diariamente para chegarem aos seus campos de cultivo, locais de pesca e outros pontos de trabalho, transformando cada travessia numa verdadeira aventura.
Segundo os residentes, os ataques de crocodilos tornaram-se frequentes, aumentando o medo e o sofrimento das famílias, que apontam a reconstrução da ponte como a única solução definitiva para o problema.
Os moradores afirmam que enfrentam dificuldades diariamente e apelam à intervenção urgente das autoridades competentes para devolver a segurança à população.
A antiga ponte, que durante anos garantiu a ligação entre as duas margens do rio, encontra-se destruída, tornando a travessia um verdadeiro “calcanhar de Aquiles” para quem depende daquele percurso.
Júlio Carlos, morador de Saua Saua, é uma das vítimas dos ataques de crocodilos e recorda o momento que quase lhe custou a vida.
“Eu estava lá com rede mosquiteira com meu brada [brother] procurar peixe da aqui mesmo saiu um crocodilo mi sacudiu aqui em baixo, salvei e parei no hospital, até agora já recuperei e estou normal. Tenho medo, mas não tenho maneira, assim quando amanhece estou sempre aqui porque não tenho como”.
Entretanto, o chefe do Departamento de Estradas e Pontes na Direção Provincial de Obras Públicas em Nampula, Américo Arnaldo, assegura que o processo para a reabilitação da ponte já está em curso.
“E porque é do interesse do governo a intervenção daquela ponte houve a necessidade de buscar outros recursos para que se materializa essa iniciativa. Portanto, dessa iniciativa foi se conseguir um fundo e a partir do fundo vai ser alocado para a infraestrutura. E de lá para cá o que aconteceu, após a mobilização desse recurso enviou-se uma equipa para fazer levantamento, lançou-se o concurso, por causa da extensão da própria ponte houve a necessidade de se faze se faseadamente”.
Segundo Arnaldo, o projeto aguarda apenas o visto do Tribunal Administrativo para que as obras possam arrancar.
O responsável explicou ainda que a empreitada será executada em duas fases. “A primeira fase compreende em o reforço a partir da base dos pilares e termina por aí, e a segunda fase será a execução do próprio tabuleiro da ponte”.
De acordo com a Direção Provincial de Obras Públicas, a futura ponte terá cerca de 150 metros de comprimento e três metros de largura, uma infraestrutura aguardada com expectativa pelos moradores, que esperam ver reduzidos os riscos durante a travessia do rio Monapo. (Malito João)





