
Nampula (IKWELI) – O representante dos grupos de dança na cidade de Nampula, Domingos Três, denuncia o uso dos grupos de danças por parte das autoridades governamentais da cidade da capital de Norte sem a devida remuneração e pede mudanças de atitudes.
De acordo com “Três”, a situação deixa os bailarinos agastados, uma vez que entendem que são lembrados apenas quando há eventos. “Muitos grupos estão a ter dificuldade por causa de não haver apoio e por conta disso alguns já estão destruídos. Muitos grupos têm muita vontade de continuar a exercerem suas actividades, mas enquanto não são remunerados devidamente complica os nossos trabalhos,” disse Três.
“Não nos pagam devidamente, há eventos que nos chamam e não pagam, responsáveis começam a ter problemas com os seus membros, e isso é complicado porque para ter material os membros é que fazem suas contribuições com objectivo de depois haver remuneração o que não acontece,” reafirmou a fonte.
O nosso entrevistado pede ao governo local que repare nos grupos culturais, apoiando, e se não tem como apoiar, então que paguem quando precisam de um grupo, “o governo não pode só esperar nos convidar, deve pensar também em visitar os grupos culturais para conhecerem as dificuldades que nós temos, verem como é a nossa vida. Nós temos famílias para alimentar e termos que sair fazer apresentações sem nada é um duelo, encontramos as crianças a chorarem, as mulheres saem, voltam e começam a pedir dez meticais sabendo que estava num evento, cria problemas,” realçou.
“Em alguns casos, recebemos uma água e um pacotinho de bolachas, e não devia ser, de vez enquanto recebemos água, muitas vezes nada e isso não devia ser, não corresponde ao nosso esforço, não estamos a ser valorizados,” frisou Três.
O nosso entrevistado, fez saber que o distrito de Nampula conta com 187 (cento e oitenta e sete) grupos de dança distribuídos nos postos de Napipine com 35 (trinta e cinco) grupos, Muhala-expansão 63 (sessenta e três), Muatala 24 (vinte e quatro), Natikiri 36 (trinta e seis) Namicopo, 22 (vinte e dois), posto administrativo Central sete (7). (Francisco Mário)
