
Maputo (IKWELI) – A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) passou a contar, desde esta quinta-feira (11), com um Centro Regional de Coordenação de Monitorização, Controlo e Fiscalização das Pescas, destinado a reforçar a cooperação no combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, prática que provoca perdas estimadas em cerca de 400 milhões de dólares por ano na região.
Trata-se de uma infraestrutura inaugurada na cidade de Maputo, num acto onde o Chefe do Estado, Daniel Chapo, disse que a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada continua a constituir uma das maiores ameaças à sustentabilidade dos recursos pesqueiros da África Austral, comprometendo a segurança alimentar, os meios de subsistência das comunidades pesqueiras e a capacidade dos Estados de beneficiarem plenamente das suas riquezas naturais.
O estadista moçambicano sublinhou que “cada embarcação que captura recursos de forma ilegal representa receitas que deixam de entrar nos cofres dos nossos países. Representa oportunidades de emprego que deixam de ser criadas e riqueza que deixa de beneficiar às comunidades africanas”.
Por isso, de acordo com Chapo, a pesca ilegal exige coordenação regional, partilha de informação entre os países, harmonização de procedimentos, capacidades técnicas e institucionais robustas e confiança mútua entre os nossos Estados da região.
A Infraestrutura inaugurada na Katembe, em Maputo, pelo Presidente da República, constitui uma ferramenta estratégica para fortalecer a arquitectura regional de governação dos recursos pesqueiros.
Através deste Centro, os Estados-Membros poderão reforçar a partilha de informação, melhorar a monitorização das embarcações de pesca, harmonizar procedimentos de fiscalização, fortalecer as capacidades institucionais e promover operações coordenadas de combate à pesca ilegal. declarou
“Erguemos mais do que paredes, escritórios e equipamentos. Erguemos uma plataforma regional de coordenação, conhecimento e acção conjunta para proteger um dos mais valiosos patrimónios da África Austral: os seus recursos aquáticos vivos.” (Antónia Mazive)





