
Maputo (IKWELI) – O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, destacou, nesta quinta-feira (11), a implementação do Plano de Ordenamento do Espaço Marítimo, considerado um instrumento estratégico para orientar o uso sustentável dos recursos marinhos, fortalecer a soberania nacional e atrair investimentos para a economia azul.
O anúncio foi feito durante a abertura da 3.ª Conferência Internacional Crescendo Azul, em Maputo, onde defendeu que o futuro económico do país passa pela valorização sustentável do mar e pela criação de oportunidades para jovens mulheres.
O presidente explicou que trata-se de uma ferramenta fundamental para conciliar desenvolvimento econômico, conservação ambiental e adaptação às mudanças climáticas. O plano visa apoiar na tomada de decisões proporcionar maior previsibilidade para investimento na economia Azul do nosso país.
“Queremos uma economia azul que crie emprego para a nossa juventude e a mulher moçambicana principalmente, promove a industrialização, desenvolva cadeias de valor nacionais, fortalece as comunidades, mas igualmente oferece e amplia oportunidade para a juventude, valoriza o papel da mulher e contribua para a redução de desigualdades.”
O governante recordou que a implementação da estratégia marítima nacional está alinhada com agenda 2063 da União Áfricana e com os objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, especialmente dedicado a conservação e utilização sustentável dos recursos marinhos.
Durante o seu discurso, o Chefe de Estado sublinhou que Moçambique, com mais de 2.700 quilómetros de costa banhada pelo Oceano Índico, possui uma posição geoestratégica privilegiada, localizada num dos mais importantes corredores marítimos do mundo.
Segundo afirmou, essa condição coloca Moçambique como um ator relevante na segurança marítima, na intervenção regional e na economia global.
Na ocasião, defendeu um maior investimento em ciência, tecnologia, inovação e formação de quadros especializados, sublinhando que o futuro da economia azul dependerá da capacidade dos países africanos de produzir conhecimento e criar oportunidades para a juventude “O futuro azul será construído pelos pescadores, mas também pelos cientistas, engenheiros, empreendedores e jovens inovadores africanos”, afirmou. (Antónia Mazive)





