
Nampula (IKWELI) – Um motorista e dois agentes de serviço do Hospital Central de Nampula (HCN) estão detidos na 2ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique, indiciados no desvio de medicamentos, ocorrido no passado dia 1 de junho.
Em conferência de imprensa, nesta quarta-feira (3), os indiciados de roubo de medicamentos negaram as acusações impostas por alegadamente constituir perseguição por parte dos seus colegas.
O motorista afecto no HCN, com 20 anos de trabalho, explica que os medicamentos foram postos na sua viatura por um desconhecido. “Tenho 48 anos e trabalho desde 2006 como agente de serviço no Hospital Central de Nampula, não tenho conhecimento de como os medicamentos foram parar na viatura, tudo indica que alguém de má-fé aproveitou-se quando o carro estava sendo levado para incriminar a minha pessoa”.
Os outros agentes de serviços, que fazerem parte do suposto esquema de desvio de medicamentos, afirmaram que é a primeira vez que se envolvem nesta situação, mas a mando do motorista. “Nunca estive envolvido em crimes,” disse, referindo que “com o meu colega, também agente de serviço, fomos conduzidos pelo espírito mau, aceitamos as ordens do motorista para fazer o carregamento do medicamento para a sua viatura e não sabia qual era o destino, por isso parei nesta esquadra desta o dia 1 de junho”, explicou um agente de serviço já nas celas da PRM.
Enquanto isso, o chefe das Relações Públicas no comando provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), Dércio Samuel, reafirma que investigações levadas acabo indicam que trata-se da 6ª vez que o motorista, os agentes de serviço e outros funcionários do HCN faziam de forma constante o roubo de medicamentos.
“Trata-se de uma rede que tem desviado medicamentos naquela unidade sanitária, daí que as investigações continuam e nos próximos dias vamos apresentar mais integrantes, também no acto das investigações a polícia recuperou 6.800,00Mt que resulta do valor de venda de medicamentos.” (Nelsa Momade)
