32 anos depois Quinga volta á receber aeronaves e abre novas perspectivas para o turismo local

Nampula (IKWELI) – O posto administrativo de Quinga, no distrito de Liupo, província de Nampula, viveu nesta terça-feira (2) um momento histórico com a aterragem de uma avioneta no aeródromo local, facto que não acontecia desde 1994, quando uma aeronave da Cruz Vermelha ali pousou numa missão humanitária.

O acontecimento foi testemunhado pelo administrador do distrito de Liupo, César Nacuo, e reuniu centenas de residentes que acorreram à pista para acompanhar de perto o regresso das operações aéreas à região, após mais de três décadas de interrupção.

“A aterragem simboliza a continuidade da operacionalização da pista do aeródromo de Quinga e representa um importante passo para o desenvolvimento local, sobretudo no sector do turismo, apontado como uma das prioridades da actual governação distrital,” considera o governante.

Falando perante uma multidão eufórica, o administrador de Liupo destacou o significado do momento para o futuro da região.

“Este é um sinal de que estamos a erguer Quinga. As preces dos nossos líderes foram ouvidas. Aproveito esta oportunidade para apelar a todos os cidadãos para que combatam a desinformação e os boatos relacionados com esta conquista”, afirmou.

Segundo César Nacuo, a reactivação das aterragens poderá impulsionar o turismo e atrair novos investimentos, contribuindo para o crescimento económico e social das comunidades locais.

A emoção também tomou conta das lideranças comunitárias. O régulo Nahipa, Filipe Adamugy, não escondeu a satisfação por testemunhar um marco que ficará registado na história de Quinga.

“Estou muito feliz e não consigo descrever a dimensão desta alegria. Nós crescemos, os nossos filhos cresceram e tiveram os seus próprios filhos sem nunca terem visto uma avioneta a aterrar tão perto. Hoje, Liupo fez história”, afirmou o régulo depois de ter sobrevoado Quinga na companhia da Rainha de Curahama, Maria Ali Muquina.

Para muitos residentes, a aterragem da avioneta representa não apenas o regresso das operações aéreas, mas também a renovação da esperança num futuro de maior conectividade, desenvolvimento e valorização das potencialidades turísticas de Quinga, numa iniciativa que poderá colocar a região em destaque no mapa turístico da província de Nampula. (Malito João)

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