
Nampula (IKWELI) – O encerramento de dez salas da Escola Primária e Secundária de Nimuemue, no bairro de Namicopo, na zona de aeroporto, nos arredores da cidade de Nampula, está a gerar preocupação entre moradores e encarregados de educação, que denunciam o aumento de casos de vandalização e insegurança naquela comunidade.
Segundo sabe Ikweli, desde dezembro do ano passado, altura em que a escola deixou de funcionar devido ao término do contrato do imóvel, o recinto passou a ser frequentado por jovens suspeitos de práticas criminosas, segundo relatos dos residentes.
Os moradores afirmam que, enquanto a escola estava em funcionamento, havia maior controlo e segurança na zona, situação que mudou drasticamente após o encerramento das salas.
Amélia Bernardo, residente naquela zona, explicou que muitos pais optavam por matricular os filhos naquela escola devido à proximidade com as suas casas, além do ambiente considerado seguro na altura.
“Na altura em que a escola funcionava, havia guardas que velavam pela segurança. Hoje temos medo, porque durante a noite os criminosos usam as salas como local para dormir, o que nos deixa inseguros”, disse.
Outro morador, identificado por Emilsone Pedro, afirmou que os actos de vandalização são protagonizados por jovens da própria comunidade, que aproveitam o abandono do espaço para destruir parte das infra-estruturas.
“Os malfeitores não vêm de longe. Aproveitam o silêncio do local para retirar ferros, vandalizar vidros e até o portão principal já foi roubado. Pedimos a intervenção das autoridades”, afirmou.
Entretanto, o chefe da Unidade Comunal Eduardo Mondlane, Veloso Pedro Tomás, esclareceu que o espaço pertence aos Aeroportos de Moçambique e era alugado para o funcionamento da escola.
Segundo explicou, o contrato terminou em dezembro do ano passado, razão pela qual a instituição foi transferida para outro ponto da mesma unidade comunal.
O responsável garantiu ainda que as autoridades locais já tomaram medidas para travar a onda de vandalização e reforçar a segurança no recinto, incluindo a instalação da polícia comunitária no local. “Foi disponibilizada uma sala onde já funciona a polícia comunitária para reforçar a segurança no local”, explicou.
Veloso Pedro Tomás avançou igualmente que, após a presença da polícia comunitária, reduziu o número de indivíduos suspeitos que circulavam no recinto, tendo alguns sido detidos pelas autoridades policiais.
Além das medidas de segurança, o dirigente revelou que decorrem preparativos para transformar novamente o espaço numa escolinha comunitária, estando já em curso trabalhos de limpeza e inscrições de alunos. Segundo garantiu, o funcionamento da futura escola não irá interferir com as actividades da polícia comunitária instaladas no recinto.
Por fim, apelou à colaboração dos moradores na denúncia de movimentos estranhos, de modo a combater actos de criminalidade e preservar a segurança da comunidade. (Malito João)
