Muçulmanos aproveitam Eid Al-Adha para reflectir sobre consumo de “Makha” e terrorismo

Nampula (IKWELI) – Uma boa parte dos muçulmanos da capital do norte do país celebrou, na manhã desta quarta-feira (27), o Eid Al-Adha, conhecido como “Festa do Sacrifício”, com um olhar virado para os problemas sociais que afectam a sociedade, com destaque para o consumo de “Makha” e o terrorismo na província vizinha de Cabo Delgado.

Em entrevista ao Ikweli, alguns muçulmanos entendem que o Eid Al-Adha, para além de ser uma grande festa religiosa, é também um momento propício para reforçar o amor ao próximo e o espírito de sacrifício, recordando que Allah (Deus) providenciou um carneiro para ser oferecido no lugar do filho do profeta Ibrahim.

Aliás, esses crentes defendem que o Eid Al-Adha Mubarak é uma das celebrações mais importantes do Islão, uma vez que a data recorda a obediência e fé do profeta Ibrahim (Abraão), que demonstrou disposição para sacrificar o seu filho em cumprimento da vontade de Allah (Deus).

Gelito Daniel disse que, para ele, o Eid Al-Adha vem reforçar a unidade nacional entre as pessoas, sem olhar para raça ou etnia. “Para quem tem condições, pode comprar cabrito e camelo para oferecer à sua família, vizinhos e outras pessoas mais necessitadas. Isso é importante, mas também a união entre os próximos é fundamental para nós, por isso precisamos ser responsáveis pela paz, evitando o consumo de droga”.

Já Abu Mário Ussene, Secretário Provincial do Conselho Islâmico de Moçambique (CISLAMO), afirmou que “o que nós somos orientados como muçulmanos primeiro é saber que hoje é um grande dia de festa, e como sabem, as festas dos muçulmanos são duas, Eid al-Fitr e Eid al-Adha. Mas quem tem possibilidade de cortar a carne que foi autorizada não é somente dívida para os muçulmanos”.

O secretário provincial do CISLAMO acredita que o Imamo abordou questões importantes ligadas ao consumo de drogas, sobretudo entre os jovens. “E não são somente jovens que fumam essas drogas, então todos aqueles que consomem devem parar porque não são boas práticas”.

Abu Mário Ussene acrescentou ainda que, para além das drogas, o líder religioso também falou da situação do terrorismo que iniciou em Cabo Delgado. “Também falou da situação do terrorismo que iniciou em Cabo Delgado até que teria chegado aqui na província de Nampula. Rezamos para que Deus possa nos defender dessas preocupações e vivermos em paz no mundo. Também falou no sentido de Deus dar bênçãos aos governantes para que possam governar com justiça”. (Malito João)

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