Endividamento de funcionários públicos preocupa FRELIMO no Niassa

Lichinga (IKWELI) – O Primeiro-secretário do Comité Provincial da FRELIMO no Niassa, José Abibo Iassine, manifestou preocupação com o crescente nível de endividamento de alguns funcionários públicos, considerando que a situação pode estar a influenciar o posicionamento político de determinados trabalhadores do Estado.

Falando durante uma recente visita de trabalho ao distrito do Lago, o dirigente afirmou que há servidores públicos que, depois de contraírem empréstimos em diferentes bancos, acabam por enfrentar sérias dificuldades financeiras no final do mês, situação que, segundo disse, gera descontentamento e frustração.

De acordo com José Abibo Iassine, muitos funcionários ficam com valores reduzidos após os descontos bancários, realidade que, na sua visão, acaba por criar críticas dirigidas ao partido no poder, mesmo quando os problemas resultam de compromissos financeiros pessoais.

“O que estamos a assistir hoje em dia, alguns dos funcionários pedem dívidas em vários bancos e depois ficam na conta com 200,00Mt (duzentos meticais) e depois começam a culpar à Frelimo. A maioria dos nossos irmãos que vão cair na oposição depois estar connosco, se irmos na conta, vamos perceber que recebem 200,00Mt ou 500,00Mt (quinhentos meticais)”.

Aquele responsável político acrescentou que existem percepções de que alguns funcionários excessivamente endividados tendem a aproximar-se de partidos da oposição, embora não tenha apresentado dados concretos que comprovem essa ligação entre dificuldades financeiras e opções políticas.

Ainda assim, o dirigente entende que o fenómeno merece reflexão, sobretudo pelo impacto que pode causar na estabilidade das famílias, no rendimento profissional e no ambiente social dentro das instituições públicas.

Durante a intervenção, José Abibo Iassine defendeu a necessidade de reforçar a educação financeira entre os funcionários públicos, incentivando uma gestão mais equilibrada do salário e maior prudência na contratação de créditos bancários.

O dirigente concluiu apelando à responsabilidade individual na administração das finanças pessoais, sublinhando que o sobre-endividamento pode trazer consequências não apenas económicas, mas também sociais e políticas. (Malito João)

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