
Nampula (IKWELI) – A escola secundária de Napipine, na periferia da cidade de Nampula, acolheu, nesta terça-feira (19), uma actividade no âmbito do projecto poético “Um Papel e Uma Caneta”, iniciativa dos Pregadores de Muita Informação, em parceria com o grupo teatral Intermédia e a Organização dos Escritores e Princípios Artísticos, o qual tem por objectivo incentivar a expressão artística e emocional aos jovens por meio da escrita.
Sebastião Sabonete, director executivo do grupo teatral Intercomédia, disse ao Ikweli que o projecto é de médio prazo e vai até aos finais de Novembro de 2026, onde serão premiados alunos que se destacarem como melhores poetas, assim como as melhoras poetisas.
“Depois de Napipine que é o palco do lançamento, iremos passar na Escola Secundária de Namicopo, secundária de Nampula e depois outras fases vamos para escola secundária de Muatala, Cossore e outras em busca de talentos que queiram abraçar o teatro, tanto como a poesia. No final, para além de premiar, vamos levar para agenciar os poetas e poetisas. Aqueles que observamos que têm um talento, mas não ganharam prémios, vamos levar para serem membros do grupo teatral Intermédia,” esclareceu Sabonete.
Por sua vez, o poeta e activista social Marcelo Magalhães, artisticamente conhecido por Poeta aprendiz, disse a nossa equipa de reportagem que o projecto de concurso de poesia nas escolas surge na constatação de que ela é uma poderosa ferramenta de comunicação que permite expressar sentimentos e ideias. “vamos trabalhar com as três classes a destacar: 10ª, 11ª e 12ª classe, porque o nosso objectivo é trabalhar com os jovens que estão na fase pré-universitária e precisamos trabalhar com estes para impulsionar o gosto pela poesia. Estamos a constatar que na cidade de Nampula há pouca escolha pela arte poética,” sublinhou Marcelo.
“Nós precisamos alavancar a poesia na cidade de Nampula, incentivando os alunos a gostarem desta forma de expressão artística. Queremos dar oportunidade aos jovens de desenvolverem as suas capacidades criactivas de se expressarem livremente, contribuindo para uma sociedade mais consciente e culturalmente activa,” frisou o nosso entrevistado.
Entretanto, os alunos acolheram o projecto com grande expectativa, prometendo aproveitar a oportunidade para testarem e desenvolverem as suas capacidades literárias. (Francisco Mário)





