
Mulevala (IKWELI) – A população da vila de Mulevala, localizada no nordeste da província da Zambézia, no centro de Moçambique, vive dias difíceis desde que o país começou a enfrentar a crise de combustíveis, uma situação que está a criar impactos negativos no seio das suas actividades, com destaque para tudo que depende dos transportes.
A semelhança de alguns distritos da Zambézia, como por exemplo, a vila de Alto Molócuè, onde a situação encontra-se caótica, no distrito de Mulevala o problema agrava-se ainda pela ausência total de bombas, uma vez que os revendedores conseguiam em alguns pontos circunvizinhos e com o problema actual, veio a piorar.
“A situação está péssima mesmo sobre gasolina. Só é possível comprar a gasolina por 400,00Mt (quatrocentos meticais) por litro a 500,00Mt (quinhentos meticais). Pior ainda que aqui não existe bomba, os revendedores compravam nos distritos vizinhos para venderem aqui nos galões, por isso a situação não está bem,” disse Elísio Armando, residente da vila de Mulevala.
Segundo a fonte, “automaticamente subir táxi de mota não está fácil, por exemplo, da vila de Mulevala até Mussaraua [cruzamento da EN1], uma distância de 50Km (cinquenta quilómetros) custa 750,00Mt (setecentos e cinquenta meticais) a 800, 00Mt (oitocentos meticais). Antes do problema da falta de gasolina custava 150,00Mt (Cento e cinquenta meticais) a 200, 00Mt (duzentos meticais).”
“Pedimos para que seja resolvida está situação e se possível termos uma bomba porque mesmo a crise terminar, aqui sem bomba ainda continuamos a sofrer visto que os revendedores procuram ganhar lucro,” frisou um dos residentes da vila.
Por enquanto, de acordo com os nossos entrevistados não se sabe quando será resolvido o problema, apesar dos esforços dos comerciantes locais para trazer combustível ao distrito. (Francisco Mário)