
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve três agentes do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP), na província de Nampula, acusados de envolvimento num esquema de desvio de produtos alimentares destinados aos reclusos da Cadeia Provincial.
Segundo informações avançadas pelo SERNIC, os produtos desviados correspondem a aproximadamente uma tonelada de géneros alimentícios que deveriam abastecer os reclusos da Cadeia Provincial de Nampula.
As detenções resultam de uma investigação desencadeada após denúncias internas sobre irregularidades no armazenamento e gestão dos mantimentos destinados à população carcerária.
Falando à imprensa, o porta-voz do SERNIC, Saulete Musimbua, explicou que investigações continuam para identificar e responsabilizar todos os envolvidos no alegado esquema fraudulento.
“O Serviço Nacional de Investigação Criminal deteve três funcionários do Serviço Nacional Penitenciário, no dia 5 de Maio, através do Serviço Penitenciário dando conta de um esquema de desvio e destruição de produtos de género alimentício destinado a reclusos. Das investigações feitas em coordenação com o SERNAP, constatou-se que o esquema era perpetrado por funcionários que ocupam cargos de chefia afectos no estacionamento penitenciário. Das averiguações, foram emitidos os respetivos mandados de busca e captura, os quais foram executados e apresentados ao juiz de instrução criminal para identificar os intervenientes desta rede para sua responsabilização,” declarou Saulete Musimbua.
Por sua vez, o chefe das operações do Serviço Penitenciário Provincial de Nampula, Amado Vaidade, afirmou que a instituição já instaurou processos disciplinares internos contra os funcionários envolvidos.
“Desde a suspensão de actividades aos funcionários envolvidos neste caso, não podemos aqui mencionar os nomes é prematuro anunciar as funções desses colegas,” disse Amado Vaidade.
Questionado sobre os cargos e os sectores onde trabalham os suspeitos, Vaidade evitou avançar detalhes, alegando limitações institucionais para se pronunciar sobre o assunto.
“Neste momento não estou autorizado a me pronunciar nestes termos, estou sendo colocado só o que posso garantir é que estão envolvidos três colegas,” acrescentou.
Entretanto, um dos acusados, que se identificou como chefe da área económica, disse não compreender as razões da sua detenção, alegando que as diferenças encontradas no armazém eram mínimas.
“O meu estabelecimento só faltava sete sacos de arroz, eu disse contamos tudo só faltam sete só e foi falha e quem falhou somos nós, não devíamos, só ganhamos a contagem,” afirmou o suspeito. (Malito João)





