
Ribáuè (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, mediou, nesta terça-feira (5), a reunião do Comité Provincial de Arbitragem de Tabaco, evento decorrido na vila de Ribáuè e que fixou 160,00Mt (cento e sessenta meticais) para o quilograma do tabaco da BL1.
A classe mais baixa, XM, CM e MBM foi fixado em 45,00Mt (quarenta e cinco meticais).
À mesa estiveram produtores, empresas fomentadoras e o governador mediou as discussões, sendo que no fim todos saíram satisfeitos.
O governador enalteceu o consenso, referindo que foi transparente
“Este encontro deve permitir uma discussão séria, aberta e responsável sobre o preço do tabaco para a campanha de comercialização de 2026. O objectivo deve ser alcançar um entendimento justo, que tenha em conta a sustentabilidade da actividade, mas também a realidade dos produtores e das famílias que dependem desta cultura para gerar rendimento,” disse o governador na abertura e no fim os resultados foram satisfatórios.
O governador da província de Nampula assegurou que que o tabaco é uma cultura de rendimento com peso significativo em vários distritos da província. Também enalteceu a empresa SONIL – Tabacos de Malema que vem fomentando a cultura de tabaco desde 2001 nos distritos de Malema, Ribáuè e Lalaua, através do sector familiar, por uma produção superior a 3.000 toneladas por campanha.
“Importa igualmente assinalar a expansão desta cultura para Rapale, Murrupula e Mecubúri, desde a campanha 2022/2023, o que permitiu incluir mais famílias no circuito produtivo e aumentar a circulação de rendimento nas comunidades. A importância económica do tabaco não pode fazer-nos perder de vista a necessidade de proteger a segurança alimentar das nossas populações.”
Horácio António, residente no posto administrativo de Iapala, no distrito de Ribaué, explica que “estou neste processo de produção de tabaco há 20 anos, no ano de 2025 tive oportunidade de ganhar, pelo menos, 200.000,00Mt (duzentos mil meticais) e com os preços meninos de 44,00Mt (quarenta e quatro meticais), mas o grande problema é que a empresa fica 2 meses sem pagar depois de ter levado o produto, isso nos preocupa.”
Outro produtor de tabaco no distrito de Lalaua, Manuel Mário, mostrou-se satisfeito com a actividade e afirma que “o governo deve continuar a estar lado-a-lado com os produtos, também através desta oportunidade queremos pedir o pagamento fácil da empresa fomentadora do tabaco.” (Nelsa Momade, em Ribáuè)





