
Nampula (IKWELI) – Dois quadros do sector da educação do distrito de Eráti, concretamente na vila de Namapa, foram detidos e apresentados publicamente na tarde desta terça-feira (5) pela Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, indiciados de liderar uma quadrilha de assaltantes de agentes de carteira móvel e de residências.
De acordo com a porta-voz do Comando Provincial da PRM em Nampula, Rosa Nilza Chaúque, a quadrilha era composta por seis (6) indivíduos, sendo que um dos professores era o líder do grupo.
Chaúque disse que o grupo já fez várias vítimas na vila de Namapa, mas que, após trabalhos operativos levados a cabo pela polícia, foi possível efetuar a detenção dos indiciados.
“O líder da quadrilha, por sinal um professor, teria dito a ideia de se introduzir em várias residências daí que teria aproximado um dos seus colegas também professor e a polícia naquele distrito, em concreto, veio resgatando várias vítimas que teriam sido vítima dos mesmos indivíduos, esses têm invadido as residências dos indivíduos que se dedicam a moedas eletrónicas. Em uma das últimas incursões teriam se introduzido, infelizmente, na casa de uma das suas colegas, uma professora, daí que a polícia desencadeou várias actividades operativas onde foi possível a neutralização destes seis indivíduos. Destacar que a mesma quadrilha não é composta por indivíduos que residem naquele distrito, nesta quadrilha têm convidados que saem de outros distritos de Nampula para prática destas acções”.
A fonte explicou que os indivíduos visavam, sobretudo, residências de pessoas que trabalham com moedas eletrónicas, tornando-as alvos frequentes da quadrilha.
A PRM revelou ainda que alguns membros não residiam em Namapa, deslocando-se a partir da cidade de Nampula para a prática dos crimes.
A polícia considera preocupante o envolvimento de professores em práticas criminais, por entender que são pessoas instruídas e chamadas a dar bom exemplo à sociedade.
Um dos professores apontado como líder da quadrilha assumiu a prática e atribuiu as suas acções a influência de forças espirituais negativas.
“Esses trabalhos começamos em conversa depois dali o espírito mau entrou no meio e depois tivemos essa ideia de fazer essas coisas feias. Assim me arrependo, por isso porque estou a passar mal e minha imagem está suja”, explicou.
O professor pediu perdão ao Ministério da Educação e Cultura, a sua família e reconheceu que a sua conduta mancha o sector da educação. “Peço perdão ao ministério de Educação, porque isso que aconteceu suja o bom nome da educação, também peço perdão a minha família porque não sabia que eu fazia isso”.
Com lágrimas nos olhos, o professor disse sentir saudades de leccionar e dos seus alunos da 7ª classe, a quem afirmou ter grande estima. (Malito João)





