
Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, lançou a campanha dos 90 dias intensivos de prevenção e consumo à droga na província, em resposta a situação catastrófica que envolve adolescentes e jovens nas comunidades locais.
Preocupado com a situação, o governador prometeu em sessão da Assembleia Provincial, realizada em abril último, envolver-se, arduamente, nessa causa, porque os adolescentes e jovens estão a perder-se.
“Nampula não pode ser terra de droga,” disse o governador, recordando que “esta província é terra de trabalho, de gente honesta, de futuro.”
“E futuro não se constrói com jovens drogados, com crianças nas esquinas, com famílias destruídas pelo pó branco e pela soruma,” justificou o governador sobre o lançamento da campanha, que decorre sob lema “Tolerância Zero ao Tráfico e Consumo de Drogas em Nampula.”
Num outro desenvolvimento, o governador questionou “porquê 90 dias?”, para justificativamente responder que “a droga não espera. Cada dia que passa é um filho que perdemos, uma escola que esvazia, um lar que chora. Serão 90 dias de acção intensiva: batida atrás de batida, prevenção em cada bairro, tratamento para quem quer sair, mas também 90 dias de mão dura para quem insiste em envenenar o nosso povo.”
As acções?
Tio Salim, o carismático governador de mais de 7 milhões de habitantes explicou que durante os 90 dias, “as nossas Forças de Defesa e Segurança, a PRM e o SERNIC, têm ordem clara: ir atrás dos traficantes, grandes e pequenos, do patrão ao que vende na esquina. Quem vende droga é inimigo desta terra, e ao inimigo não se dá trégua. Vamos desmantelar bases, fechar barracas, prender e levar à barra da justiça. E contamos com o Ministério Público e os tribunais para que a justiça seja célere e exemplar. A desordem respondemos com Lei e Ordem.”
“Levaremos prevenção às escolas e aos bairros, porque a droga entra onde falta ocupação e falta verdade. Vamos ocupar os jovens com desporto, cultura e formação. *Pais, conversem com os vossos filhos. Líderes religiosos, falem nas mesquitas e nas igrejas. Droga é haram, droga é pecado, droga é morte. Para quem caiu, há caminho: vamos reforçar o centro de reabilitação e trabalhar com a Saúde e parceiros. Quem quer ajuda terá a nossa mão. Quem quer continuar no crime terá a mão dura da Lei,” voltou a destacar o governador.
E a comunidade é chamada denunciar, porque “denunciar não é intriga, denunciar é salvar uma vida. Dentro de 48 horas, lançaremos uma linha telefónica gratuita e um número de WhatsApp para denúncias anónimas – o número será divulgado nas rádios e nas portas de cada posto administrativo. Cada informante é um soldado nesta causa. Cada bairro deve ser uma trincheira contra a droga.”
Eduardo Abdula declarou que “não vamos aceitar que esta província seja corredor de droga. Não vamos aceitar que os nossos portos, aeroportos e estradas sirvam para envenenar Moçambique. *Não vamos aceitar que vendam morte aos nossos filhos à porta da escola,” tanto é que “deixo um aviso aos traficantes: Nampula fechou a porta. Ou param, ou vão parar na cadeia. Não há padrinho que vos salve. Não há dinheiro que compre o silêncio do Governo. Tolerância zero é tolerância zero.”
“Aos jovens, digo: a vida é a vossa maior riqueza. Não troquem o vosso futuro por cinco minutos de ilusão. A droga não faz de ninguém homem nem corajoso. Droga faz escravo. E Nampula não quer escravos. Quer jovens livres, fortes, a trabalhar,” apelou o chefe do Executivo provincial de Nampula, chamando aos pais para que “vigiem, acompanhem, perguntem com quem andam os vossos filhos. O silêncio em casa abre a porta da rua. E na rua, o traficante está à espera. Estamos dentro do mesmo barco. Nesta campanha, ou jogamos juntos, ou perdemos separados. Governo, Polícia, Escola, Igreja, Mesquita, Família – todos com a mesma camisola: a camisola de uma Nampula limpa.”
“Em 90 dias não vamos acabar com a droga. Mas vamos mostrar que Nampula acordou, que não aceita, que luta,” concluiu o governador Eduardo Mariamo Abdula. (Redação)





