
Nampula (IKWELI) – O Sindicato Nacional de Empregados Domésticos (SINED), em Nampula, aproveitou as celebrações do Dia Internacional do Trabalhador para denunciar casos de maus-tratos contra trabalhadores domésticos nos seus locais de trabalho.
Segundo a secretária-adjunta do SINED, Ancha Hilário, os trabalhadores domésticos continuam a ser desvalorizados no exercício das suas funções, enfrentando baixos salários e maus-tratos por parte de alguns empregadores.
Hilário referiu ainda que, na prática, esta camada social não é devidamente reconhecida, apesar da importância do trabalho que desempenha no quotidiano das famílias.
Para o SINED, não se exige que os empregados domésticos recebam salários equivalentes aos de profissionais licenciados, mas sim que sejam tratados com dignidade e respeito, como seres humanos com direitos consagrados na lei.
“Nós estamos preocupados com a situação dos trabalhadores domésticos, porque ma parte deles tem contrato verbal, mas há muito sofrimento dos trabalhadores domésticos, são tratados mal, em termos de ofensas daqueles que são os trabalhadores domésticos, por isso que á pedir os patrões tenham piedade dos trabalhadores domésticos porque também são pessoas com sentimentos a pesar que são considerados que são vulnerável”.Além dos empregados domésticos, outros trabalhadores também relataram situações difíceis, como é o caso de Paulo Samuel Magai, guarda de uma loja e chefe de trabalho.
Segundo Magai, há empregadores que chegam a valorizar mais os animais do que os próprios trabalhadores, destacando a precariedade das condições de trabalho enfrentadas pelos guardas.
“É normal guarda trabalhar 24 horas sem comer nada e depois vamos ver o salário, dá pena isso tudo nós passamos, não deixemos porque não temos como sustentar os nossos filhos”.
Outra preocupação levantada por Magai está relacionada com a falta de segurança, uma vez que muitos guardas trabalham sem qualquer material de defesa, ficando expostos a diversos riscos.
As celebrações decorreram sob o lema “OTM Central Sindical – 50 anos na luta pelos direitos laborais e sindicais”. (Malito João)
