
Nampula IKWELI) – O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), em Nampula, acusa o autarca a cidade de Nampula, Luís Giquira, de ser desumano, por alegadamente ter expulsado um número significativo de funcionários, na sua maioria da área de limpeza que trabalharam no mandato do seu antecessor, Paulo Vahanle.
Trata-se de funcionários que se supõe que tenham sido despedidos sem justa causa no ano de 2024, após ser descoberto que trabalhavam sem contratos de trabalho.
O chefe da bancada do MDM na Assembleia Municipal da cidade de Nampula, Carlos Saíde, disse recentemente que a situação em que os trabalhadores se encontram mancha a governação de Giquira e “preocupa-nos a renúncia das nomeações pelo Tribunal Administrativo de alguns funcionários após serem nomeados, que depois são despedidos do seu emprego, e julgamos imprudente, é urgente o fim deste procedimento que não dignifica o departamento dos Recursos Humanos, assim como do seu executivo.”
Ainda durante a sua intervenção, a fonte referiu que são pais de família que ficaram sem emprego e até agora sem qualquer justificação. “Ser nomeado um pai de família, passando um tempo, dois ou três meses, ser desnomeado, isso é desumano, então é perceber que se fôssemos nós, uma vez que tem famílias por cuidar, por isso pedimos a quem é de direito, para corrigir essa anomalia.”
Por outro lado, o Presidente do Conselho Municipal da cidade de Nampula, Luís Giquira, explicou que “a nomeação dos funcionários que estavam a trabalhar e depois de um tempo tiveram que cancelar os seus contratos, vistos pelo tribunal, a função de nós como município é cumprir a lei, e se os processos foram mal tramitados tiveram vistos feitos provavelmente em baixo de mesa ou num processo que não correspondeu o tempo, pelo qual devia ser visto.” (Virgínia Emília)
