
Nampula (IKWELI) – A Associação dos Transportadores Rodoviários de Nampula (ASTRA) submeteu, na sexta-feira (24) passada, uma proposta de revisão das tarifas do transporte semi-coletivo à Assembleia Municipal da capital provincial, numa iniciativa que reacende o debate sobre o custo de vida e a sustentabilidade do sector na cidade.
A proposta foi apresentada durante um encontro realizado no salão nobre do conselho municipal, que reuniu membros da assembleia, representantes do município, sociedade civil e munícipes.
O objectivo central foi recolher sensibilidades e abrir espaço para contribuições, num ambiente marcado por preocupações tanto dos operadores, como dos utentes.
Os transportadores defendem que a tarifa, em vigor desde 2021, já não corresponde à realidade económica do sector. Segundo a ASTRA, o aumento dos custos operacionais, incluindo combustível e manutenção, têm reduzido significativamente a rentabilidade da actividade, sobretudo em rotas longas como a que liga Muahivire/Expansão ao mercado grossista do Waresta.
Luís Vasconcelos, presidente da ASTRA, apresentou dois cenários, um aumento directo para 15,00Mt (quinze meticais) por percurso completo ou a implementação de um sistema faseado que pode elevar o custo total até 20,00Mt (vinte meticais), dependendo da distância percorrida. A proposta procura ajustar os preços sem descurar a realidade dos passageiros.
Entretanto, Gamito dos Santos, director executivo da Associação Kóxukhuro, reconhece a complexidade do tema.
Para alguns representantes, o reajuste pode ser compreensível face aos encargos do sector, mas defendem que qualquer decisão deve salvaguardar o poder de compra dos cidadãos, num contexto económico já considerado desafiante. (Malito João)
