O dilema por que passam profissionais de dança: A dor de dançar bem e não ganhar nada em Nampula

Nampula (IKWELI) – O professor de dança, baterista, percussionista, activista social e diretor fundador da Academia Mais Arte em Nampula, Celso Maquissuca, afirma que está difícil viver através da dança motivado pela falta de valorização da arte no seu todo.

De acordo com Maquissuca, a dança é uma das áreas mais desprezadas, os bailarinos, os coreógrafos vivem no anonimato porque as pessoas não olham como sendo um negócio, ou de tradição na província de Nampula e no país em geral, apesar de algumas províncias estarem a levar seriamente, mas na capital do Norte os dançarinos já estão a ser esquecidos.

Para Maquissuca, é possível viver da dança, tendo sustentabilidade, porque para viver da arte, o artista precisa ser criativo, mas também ter suporte e “a ideia pode existir, mas ter dificuldade de como ir buscar recursos.”

Segundo o nosso entrevistado, “é preciso um trabalho de campo, criar workshops para promover danças de Nampula, por exemplo, mussope já está a ser esquecida. É preciso que a dirreção de cultura crie equipas para se encarregar de passar em zonas em que são praticadas algumas danças e que por consequência não são conhecidas. Criarmos uma parceria para submeter cartas em ONGs entre outras organizações;” exortou a fonte.

“As veze nós como bailarinos temos o lado social para os acontecimentos que enfermam a sociedade, mas sem suporte fica difícil se deslocar para alguns pontos no sentido de descobrir jovens com talentos. Portanto, sem um suporte, é complicado trabalhar, mas se a Direcção de cultura e turismo se abraçar fortemente, iremos fazer diferente porque nós temos capacidades para tal,” realçou Maquissuca. (Francisco Mário)

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