
Nampula (IKWELI) – Na província de Nampula, cerca de 400 mil pessoas de vários extratos sociais foram auscultadas no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, um processo que decorre em todo o país com o objectivo de recolher as principais preocupações da população e promover reformas no Estado.
Nampula é a mais populosa província de Moçambique, contando com mais de 7 milhões de habitantes.
O processo enfrenta desafios significativos, sobretudo nos distritos de Lalaua e Larde, onde as más condições das vias de acesso comprometem a realização plena das actividades sobretudo nos postos administrativos.
A informação foi avançada na tarde desta segunda-feira (13), durante uma conferência de imprensa com Casimiro Pedro, membro da Comissão Técnica do Diálogo Inclusivo Nacional (COTE), que fez um balanço das actividades realizadas até ao momento.
No terreno, segundo o responsável, as grandes preocupações apresentadas pela população estão relacionadas com as vias de acesso, a industrialização e a necessidade de valorização dos recursos naturais existentes nas comunidades.
“A população quer as universidades entrem nos distritos, as pessoas terminaram ensino geral não têm como dirigir-se a escolas de ensino superior na sede da província”.
A fonte destacou que o processo faz parte de um compromisso político abrangente do Estado moçambicano, visando responder às necessidades reais da população “Este processo é compromisso político do Estado no seu todo, foi assinado para se efectivar, então há espaço para esse concretizar. Depois das matérias serem sistematizadas”.
Casimiro Pedro manifestou satisfação com a participação popular, apesar das dificuldades enfrentadas ao longo do processo. “Estamos satisfeitos porque não foi fácil ouvir esse número, é preciso agradecer a população que apareceu nos diálogos inclusivos. Então é um processo, realmente Moçambique está num processo de reforma, valeu a pena porque conseguimos entrar nos distritos”.
Para o presente ano, estavam previstos 45 dias de auscultação pública, dos quais já foram realizados 30 dias, restando ainda 15 que serão dedicados à fase de mesa-redonda, a ter lugar na cidade de Nampula.
Entretanto Pedro reconheceu limitações logísticas e financeiras que condicionam o trabalho das brigadas no terreno, mas garantiu a continuidade das actividades. “Há insuficiência de recursos, estamos a trabalhar mesmo assim com dificuldades. Só chegar e ouvir as preocupações da população. Ainda não terminou o trabalho, isso como continua nas próximas vezes poderá ser diferente. Em toda a província são cinco membros”. (Malito João)




