
Nampula (IKWELI) – O técnico do Ferroviário de Nampula, Nacir Armando, decidiu integrar um total de oito atletas dos escalões de formação dos autoproclamados axinenes de Nampula, para a equipa sénior cuja ambição principal é conquistar o título de campeão nacional do Moçambola.
O Ferroviário de Nampula tem sido severamente criticado pelos desportistas locais e não só, como sendo um clube que forma seus atletas, mas que não aposta neles, levantando certas dúvidas sobre a confiabilidade da sua escola de formação.
Até porque a cada época, o Ferroviário de Nampula tem seguido à risca com as normas federativas que impõem como obrigação a integração de, pelo menos, cinco atletas de escalões de formação.
Apesar disso, raras eram as vezes em que esse grupo de atletas era aposta dos treinadores da equipa que ali passaram, esses que a confiança maior eram os jogadores com nome no desporto nacional, mesmo que os mesmos tivessem baixo rendimento desportivo.
No ano passado, o Ferroviário de Nampula enfrentou serias dificuldades no Moçambola e esteve na iminência de ser despromovido da competição. Trata-se de uma época em que os axinenes de Nampula ocuparam o último lugar de permanência da mais importante competição futebolística nacional. Associada a esse problema, estavam os jogadores alegadamente com idade avançada.
Para inverter o rumo dos acontecimentos, nesta época desportiva, Nacir Armando integrou, no seu plantel, oito atletas dos escalões de formação da casa. É com esses miúdos, e outros reforços, que o timoneiro vai a procura do segundo título da prova máxima, para os axinenes de Nampula, na presente época desportiva.
Tratam-se dos atletas Steys (extremo), Edson (lateral), Madjuco (médio), Júnior (avançado), Osvaldo (médio) e Flávio (extremo).
Nacir Armando entende que integrar oito miúdos no plantel da equipa principal é valorizar e incentivar as camadas de formação no clube Ferroviário de Nampula. “Sim, precisamos dar relevância a parte de formação do clube. Muitas das vezes estamos a contratar, mas não temos paciência de produzir esses miúdos que já demonstram que provavelmente possam ser mais um Chelito, mais um Salas, mais um Domingues, aqui mesmo”, disse Nacir Armando, timoneiro do Ferroviário de Nampula.
“Então, nós queremos dar essa oportunidade, queremos é trabalhar e ensinar. É certo que o emprego fica em risco quando estás a meter alguns miúdos. Eu entendi aqui que a criança não guarda a casa, mas penso que esses aqui vão ser crianças que vão guardar a casa”, precisou o mister.
Apesar do uso irregular de seus atletas, o Ferroviário de Nampula tem demonstrado ser uma escola de formação a ter em conta, se considerar os casos recentes de jogadores como, por exemplo, Salas Malico e Fazito, os quais provam serem atletas de futebol com relevância. (Constantino Henriques)

