Nampula (IKWELI) – Tudo começa no mês de novembro passado quando o autarca de Nacala, a segunda maior autarquia de Nampula, Faruk Momade Nuro, escala de surpresa as obras de alargamento e requalificação de um aqueduto na Avenida de Eduardo Mondlane, onde manifestou não ter gostado pela forma como os trabalhos estavam sendo executados.
Na ocasião, Faruk Momade Nuro manifestou insatisfação, enquanto denunciava suposta falta de qualidade de engenheira na execução da obra “Ali, ali, estão aonde as vigas, onde está, diz lá, vocês são engenheiros de construção, aqui passa carro, camião, pelo menos ali, estou a ver que tem pilar… Onde está a viga, onde está o engenheiro de construção aqui? fiscal da obra, está onde… tínhamos que ter vigas, aqui viga, ali viga, outra viga, uma, duas, três, quatro…”, expressou no momento, reduzindo o peso da profissão de engenheiro.
Esta situação levou a Ordem dos Engenheiros Moçambique a estabelecer um Inquérito para apurar a veracidade dos factos, mas sucede que durante o trabalho, o gestor público do município de Nacala Faruk Momade Nuro fugiu da entrevista da Comissão de inquérito dos engenheiros que igualmente considera o edil ter-se equivocado ao chamar engenheiro responsável da obra que não é membro daquela agremiação à luz da Lei nº 16/2002 de 26 de Junho, anotando que a meio disso “infelizmente, houve violação flagrante da legislação atinente a execução deste projecto”.
Ainda no âmbito do inquérito a Ordem dos Engenheiros Moçambique, que diz como agremiação trabalha por uma OrdEM forte, inclusiva, dinâmica e na vanguarda do desenvolvimento do país, constatou que na execução das obras de alargamento e requalificação de um aqueduto na Avenida de Eduardo Mondlane em Nacala-Porto houve irregularidade da placa de obra, uso ilegal do título do engenheiro, fiscalização irregular, exercício de fiscalização sem licenciamento e inconformidade do quadro técnico do empreiteiro.
Entretanto, OrdEM que elenca os factos num relatório datado a 12 de Fevereiro, com assinatura do Bastonário e engenheiro civil Feliciano Dias, recomenda para a tomada de entre várias medidas, a correcão imediata da placa da obra, substituição do director, suspensão da fiscalização municipal e contratação de um fiscal independente e colaboração com a agremiação nestas matérias. (Redacção)




