Nampula (IKWELI) – A província de Nampula é apontada como uma das que mais apresenta fluxo de casos de fendas labiais e palatinas, contabilizando-se até ao momento, 400 pacientes na fila de espera do Hospital Central de Nampula (HCN), que aguardam pela operação, mas alegadamente por falta de meios, não será possível proceder com a operação de todos, estando o procedimento a ser feito faseadamente.
A informação foi fornecida nesta terça-feira (10), pela coordenadora do programa operativo Smile, Nilza Ferrão, no âmbito da campanha de cirurgia de fendas labiais e palatinas para 15 pacientes dos 0 aos 17 anos.
“O que motivou escolher a província de Nampula, é o número de pacientes que anteriormente tinha sido identificado e é a província com vários casos desta doença,” disse a fonte, justificando que por isso “a Operativo Smile investiu em fármacos e equipamentos médicos para o hospital central.”
Nilza Ferrão acrescentou que ainda no corrente ano prevê-se realizar mais campanhas de cirurgia de correção de fenda labial e palatina, sendo que no mês de Abril espera-se 15 pacientes e Junho 50 pacientes.
Por sua vez, António Alberto, médico cirurgião oral, no HCN, deu a conhecer que só no ano passado, a maior unidade sanitária da região norte do país operou um total de 30 pacientes com fendas labiais e palatinas, dos quais 19 eram mulheres.
Alberto mostrou-se satisfeito com o número de pessoas com aquela doença que foram operados naquela época, e explicou que só não se está a fazer mais devido a falta de técnicos, fármacos e anestéticos no Bloco Operatório daquela maior unidade sanitária, diferentemente dos outros anos que era possível operar um total de 60 pacientes.
“Para esta oportunidade o número de pacientes que foram feitas triagem, alcançamos 25 doentes, mas o programa cirúrgico vai envolver 15 pacientes que podem ser operados, se pudermos operar mais de que 15 será melhor, sendo que ontem como primeiro dia somente fizemos cirurgia de 3 pacientes com faixas etárias de 0 até 17 anos de idade, e o tempo de recuperação é de 5 a 7 dias. E é importante que os cuidadores da criança não deem comida sólida.”
A nossa equipe de reportagem entrevistou alguns acompanhantes, que explicaram unanimemente estarem felizes com a oportunidade. “Me sinto feliz por minha filha e espero ter bons resultados, porque só assim ela terá uma vida melhor, ela é muito desprezada por pessoas por causa do estado dela e eu como mãe dela me sentia mal,” contou Tânia Estêvão, de 18 anos de idade, natural do distrito de Mogincual, província de Nampula.
“Estou aqui para acompanhar milha filha que nasceu com uma deficiência de fenda palatina e o meu primeiro filho que também nasceu com a mesma deficiência só que tinha uma fenda dupla, mas já foi operado em Nacala e já está melhor, então soube desta campanha quando fui fazer peso, foi quando os profissionais de saúde me disseram sobre esta actividade, só espero bons resultados como acabou de entrar na sala de cirurgia,” contou Soraia Parinho, de 23 anos de idade, natural do distrito de Mecubúri, província de Nampula. (Virgínia Emília)






