Nampula (IKWELI) – O posto da Polícia da República de Moçambique, na unidade comunal Marien Ngouabi, zona mais conhecida por Campo dos Macondes, bairro de Namutequeliua, na cidade de Nampula, já voltou a funcionar, um feito que traz um certo fôlego aos munícipes residentes naquela circunscrição geográfica.
A subunidade policial de Marien Ngouabi ficou paralisada no período das manifestações pós-eleitoral em 2024 que tiveram lugar em Moçambique. Um grupo de indivíduos que, na altura aproveitou-se das manifestações, acabou por destruir o posto policial em alusão.
Pertencente à 4ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique, na cidade de Nampula, o posto policial Marien Ngouabi vinha registando uma evolução assinalável, em termos infraestruturais, bem como do efectivo policial, o que ajudava em certa medida o controle da criminalidade naquela zona residencial.
Com a destruição do edifício onde funcionava o posto, incluindo o respectivo muro de vedação, e consequente o abandono dos agentes policiais, favoreceu aos malfeitores a reactivarem as suas incursões nas residências.
O policiamento comunitário foi reactivado, de acordo com os moradores locais, mas apesar dos resultados consideráveis, a presença policial era clamada no campo dos Macondes.
Fontes no Campo dos Macondes, apontam que na segunda quinzena do mês de Janeiro as viaturas da corporação voltaram a serem vistas nas artérias daquela zona residencial, um motivo de esperança de dias melhores, no capítulo da tranquilidade pública.
“É um bom sinal de que a questão de criminalidade será controlada aqui na zona. Nenhum bairro se sente seguro sem a presença policial. Quando o posto ficou sem operar houve tendência de surgimento de grupos de criminalidade, mas assim, acredito que se a polícia trabalhar em defesa do povo, alguma coisa vai mudar”, disse Omar Alde, morador na unidade comunal Marien Ngouabi.
Sobre a destruição do posto policial, a fonte lamentou o sucedido, mas reconhece os corações fervescentes daquele período, por conta das manifestações em reivindicação aos resultados eleitorais.
“Aquele é um tempo que nenhuma pessoa não devia se lembrar, por isso devemos rogar para que não volte a acontecer. A destruição dos postos policiais e outras infraestruturas trouxe muitas consequências para todos, mesmo os que destruíram sentiram a falta desses órgãos. Mas, como se diz que o que passou, passou, e neste momento temos que pensar na reconstrução e procurar formas de preservar a paz e nos próximos tempos evitarmos os erros que cometemos”, precisou a fonte
“O abandono da polícia agravou a criminalidade no bairro, mas agora com o regresso deles é bem-vindo, nos sentíamos abandonados. Como sabe, quando o ladrão vê o polícia, pelo menos muda de comportamento, apesar que alguns polícias colaborarem com esses malfeitores. Espero que desta vez não voltem a abandonar o seu povo, a nossa segurança está com eles”, entende Adamo Mussa.
Para além do posto policial de Marien Ngouabi, outras subunidades policiais, estimadas em 50%, já retomaram com os trabalhos, segundo a porta-voz da PRM em Nampula, Rosa Chaúque.
“Em relação aos postos que teriam sido destruídos no âmbito das manifestações violentas, neste momento estamos no processo de reocupação destes postos. Podemos cá adiantar que cerca de 50% já foram reocupados e continuamos nessa operação para reocuparmos todos os postos. Nos sítios onde não conseguimos ainda reocupar os postos, temos feito o nosso patrulhamento e rusgas selectivas no sentido de combater a criminalidade como é um destes casos, a maior parte foram detidos na área de 22 de Agosto, onde neste momento ainda não foi reocupado o nosso posto”, referiu Rosa Chaúque.
“Queremos apelar a população para que se mantenha vigilante e que a polícia estará pronta para receber as denúncias e fazer aquilo que é o seu trabalho”, precisou a fonte policial. (Constantino Henriques)






