Nampula (IKWELI) – Os moradores da zona residencial de Mukhurua, no bairro de Napipine, nos arredores da cidade de Nampula, queixam-se da falta de ética por parte de alguns vendedores de bebidas alcoólicas.
Segundo a população, há barracas e bares que funcionam 24 sobre 24, sem qualquer intervalo, perturbando gravemente o descanso dos residentes.
Para além de tirar o sono aos moradores, as barracas de Mukhurua são apontadas como focos de criminalidade, onde se registam com frequência roubos de motorizadas e arrombamentos de residências circunvizinhas, situação que tem vindo a agravar-se nos últimos tempos.
De acordo com os moradores, há um estabelecimento de venda de bebidas alcoólicas que supostamente é palco de constantes brigas, roubos e também de consumo de drogas, tornando-se um foco de insegurança.
“Estamos mal aqui na nossa zona, não há sossego. Temos um bar que toca música com som alto a qualquer hora, até ao dia seguinte. Não importa a hora, isso já nos aborreceu bastante. Às vezes pensamos que podemos descansar de manhã, mas por volta das 11 horas o barulho volta. A polícia municipal ou da República devia velar por essa situação”, denunciou uma fonte local.
Outra preocupação levantada pelos residentes é o facto de os bares não fazerem qualquer tipo de selecção dos frequentadores, o que, segundo eles, facilita a presença de indivíduos ligados à criminalidade. “Se não for possível fechar essa barraca, o que pedimos é a permanência de agentes da polícia para garantir a ordem e a segurança no local”, acrescentou outro morador
Ikweli apurou que a zona, a zona de Mukhurua era conhecida nos anos 2000 por “China”, devido ao nível de terror semeado por alguns jovens do bairro.
Com o passar do tempo, e após a morte de muitos desses jovens por diversas razões, a zona voltou a conhecer momentos de relativa calma. No entanto, nos últimos tempos, os moradores denunciam o regresso da libertinagem, apontando que indivíduos provenientes de outros bairros estão a criar pânico em Mukhurua, colocando em causa a paz social e exigindo uma intervenção urgente das autoridades competentes, uma vez trata-se de uma zona onde não tem cobertura da polícia. (Malito João)




