A mágica do Giquirito: Lixo passa a ser “ouro” na cidade de Nampula

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Nampula (IKWELI) – O autarca da cidade de Nampula, Luís Giquira, diz estar preocupado com a falta de remoção de lixos e limpeza nas valas de drenagem, estando a ameaçar a saúde pública, sobretudo na presente época chuvosa. 

Como forma de combater a problemática de resíduos sólidos em alguns pontos da urbe, Giquira vai usar a estratégia de “transformar lixo em ouro”, como forma de deixar a urbe limpa, e prevenir as comunidades de doenças. 

“Nós, ao nível do conselho municipal, muito em breve iremos trazer a questão de lixo como um “lixo de ouro”, porque queremos dividir o pouco que recebemos da taxa de saneamento, para devolver esse dinheiro a nossa população através do pagamento e pesagem deste precioso lixo que poderia transformar-se em fonte de rendimento para os nossos munícipes, sendo que recentemente adquirimos e reforçamos o pelouro de salubridade com dois longos camiões porta contentores e muito em breve iremos também trazer mais três camiões porta contentores, para em conjunto com os nossos munícipes podermos trabalhar.”

Luís Giquira ainda apela a população para fazer o descarte correcto do lixo. “Estamos numa época chuvosa, períodos em que os índices das doenças hídricas são altos, mas também a prática de saneamento tende a aumentar, por isso apelamos todos os munícipes que depositem o lixo exclusivamente nos contentores apropriados e nunca fora deles, o lixo mal descartado contribui para a proliferação de doenças, obstrução de valas de drenagem e degradação de meio ambiente, porque cuidar de lixo é cuidar da nossa saúde e cidade.”

Enquanto isso, munícipes entrevistados pelo Ikweli mostram-se satisfeitos com a iniciativa de Giquira, e esperam bons resultados. 

“Se o presidente do conselho municipal está a falar verdade que vai ajudar a população dessa forma de recolher lixo e nos dar dinheiro, que é quase um emprego, é bem-vinda a ideia. Esperamos que isso seja verdade, porque cada presidente que entra faz suas promessas e não chega de cumprir, principalmente nós que vivemos longe da cidade,” disse Assane Mussa, residente no bairro Nahene-1.  

Armindo Isaque, por sua vez, nega-se a crer que tal promessa venha a se cumprir, “Não sei. Outras pessoas podem ter essa esperança, mas eu não confio nesses dirigentes, porque essa é uma das formas de levar a população que está à procura de dinheiro para dar de comer seus filhos e estar a fazer os serviços que o município tem a obrigação de fazer. Só para ver, até agora a estrada não conseguem resolver, nem ponte, vão conseguir pagar todas pessoas que forem a recolher lixo?” questionou. (Virgínia Emília)

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