Nampula (IKWELI) – Uma adolescente de 17 anos, aluna da escola secundária de Carapira, no distrito de Monapo, acusa o seu professor da disciplina de Filosofia de a ter chumbado por não ter aceite manter relações sexuais com o mesmo.
A vítima, que contou o facto em anonimato, disse ao Ikweli que o referido professor vinha assediando-a desde a 10ª classe, quando completou 16 anos de idade.
“O professor de filosofia usava as redes sociais para mandar mensagens para conquistar-me, também usava alguns professores próximos e as minhas amigas para que pudessem falar comigo e mesmo assim continuei firme o que terminou com a minha reprovação,” disse a adolescente, triste e com medo de voltar a escola.
Esta fonte diz ainda que denunciou, com a ajuda da família, o caso à direcção da escola secundária de Carapira, mas sem sucesso.
“É a segunda vez que reprovo de classe com a nota final de 11 valores e tudo por causa de perseguição, penso que o fim de assédio sexual talvez esteja longe do seu fim na escola, acontece que a direção da escola, na pessoa do director adjunto, é conivente nos actos de assédio e outras actividades ilícitas,” lamentou a rapariga.
Um outro professor que trabalha na mesma escola lamenta o comportamento de alguns dos seus colegas que, mesmo diante das campanhas de sensibilização, teimam em continuar a assediar alunas.
“É triste e lamentável, pior ainda a direção da escola estar envolvida em actos que violam os direitos e proteção da rapariga. A menina que denunciou o caso de assédio sexual é real, assim como outras também tem sofrido e optam pelo silêncio.”
Na ocasião, outro professor explicou que “a menina reprovada por recusar manter relações sexuais com o professor da disciplina de Filosofia era uma das melhores alunas ao nível da escola secundária de Carapira no ano de 2022, também, tem se destacado uma das representantes dos alunos nos últimos anos, portanto, ser vítima de assédio sexual e ser reprovado por isso, constitui preocupação.”
Enquanto isso, o director da escola secundária de Carapira, Zeinadine João Carlos, desconhece casos de assédio sexual no recinto escolar e garantiu ir investigar o assunto. (Nelsa Momade)
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