Nampula (IKWELI) – A Associação Nacional dos Professores de Moçambique (ANAPRO), na zona norte do país, considera a proposta da retirada do ensino noturno inaceitável, pois entende que o país não reúne condições suficientes para abraçar o Ensino à Distância na sua totalidade.
O coordenador regional Norte da ANAPRO, Arauto Naharipo, considera que o sistema de educação no país é sobrevalorizado, daí a tomada de decisões sem a devida análise.
“Será capaz de fornecer material aos alunos, assim como professores, que serão abrangidos? Existem determinadas disciplinas que é necessária a presença dos alunos, como desenho e outras. Portanto vai criar muita dificuldade para assimilação dos conteúdos,” sublinhou o coordenador.
Naharipo entende ainda que a decisão é uma forma de empobrecer a mente do povo moçambicano para melhor dominá-lo, porque o governo sabe que ao dar uma educação de qualidade, o povo vai estar a exigir os seus direitos.
“A tendência é colocar burrice aos moçambicanos para continuarem a governar um povo sem visão, porque pessoas com intelectos vão questionando, e por conta disso querem introduzir o ensino à distância para o povo moçambicano tornar a ser dependente da educação. Para além disso, não temos manuais suficientes, escolas não estão equipadas de materiais informáticos e nem professores suficientes especializados para a modalidade,” realçou Naharipo.
Refira-se, que o Ministério da Educação e Cultura informou a proposta da suspensão do curso nocturno, através de um despacho, datado de 29 de Dezembro de 2025. (Francisco Mário)





