Governo reconhece que persiste o absentismo escolar e a corrupção no sector da educação

Nampula (IKWELI) – A problemática do absentismo escolar, da corrupção e do elevado rácio aluno-professor no sector da educação em Moçambique, em particular na província de Nampula, continua a ser uma preocupação e um desafio para o governo.

O reconhecimento foi tornado público por Silvério Dava, em representação do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, por ocasião da 3ª graduação de professores do ensino primário e educadores de adultos (12ª + 3 anos) na província de Nampula.

Segundo Dava, espera-se que os professores sejam íntegros e que actuem como um exército de resgate da dignidade, para que os conhecimentos adquiridos garantam a promoção da qualidade do ensino e da aprendizagem no país.

“Há pecados mortais dos professores, como o absentismo, que se caracteriza pela ausência do professor na escola e na sala de aula. Mas não é apenas a ausência física; o professor pode estar na escola e na sala, e mesmo assim estar ausente. Por isso, convido todos os futuros professores a se distanciarem desses factores, como a ausência de plano de aulas e a corrupção na área da educação”, disse esta fonte.

Na mesma cerimónia, falou o Secretário de Estado na província de Nampula, Jaime Neto, e referiu que, pelo menos, 398 graduados pelos institutos de formação de professores de Marrere e Nampula, estão a começar uma nova etapa da formação do “homem novo”, para a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem.

“A melhoria da qualidade do ensino e aprendizagem em Moçambique não é tarefa fácil, e seu alcance dependerá, em grande medida, do comprometimento e da dedicação dos recém-graduados. Também constitui um grande ganho para a província de Nampula e para o país, em geral, no combate ao analfabetismo e na redução do rácio aluno-professor”, anotou Neto.

O Secretário de Estado na província de Nampula anota que os graduados devem estar a par das realidades de onde irão trabalhar, pois “nas escolas e comunidades onde estarão afectos, os professores irão encontrar alunos com hábitos e culturas diferentes, alunos que clamam por um atendimento especial e que exigem mais atenção. Igualmente, pais e encarregados de educação com origens e características diversas. Por isso, peço paciência para combater todas as situações”.

Em representação dos graduados dos institutos de formação de professores de Marrere e Nampula, Inês João reafirmou o compromisso de servir à nação moçambicana, através do exército de bata branca, no combate ao analfabetismo e no cooperativismo para as mudanças no sector da educação.

“Ao longo da nossa jornada, aprendemos valores que jamais esqueceremos, como a importância de aprender, ensinar e discutir novas ideias e conceitos. Isso é fruto do trabalho imensurável dos formadores ao longo da nossa formação. Aprendemos a ser resilientes, solidários, honestos e transparentes, tanto no convívio familiar quanto nas comunidades onde seremos inseridos” disse. (Nelsa Momade)

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