Detidos trabalhadores de empresas de segurança privada que se faziam passar por agentes da PRM em Nampula

Nampula (IKWELI) – A cidade de Nampula, maior centro urbano do norte do país, está infestado de empresas de segurança privada, algumas das quais que não têm, nem se quer, cinco postos de vigilância, mas com uma quantidade e qualidade de equipamentos topo de gama, bem como um “exército” de trabalhadores.

Queixas sobre a actuação maléfica destes trabalhadores são recorrentes, e a última, de bradar os seus, é que a Polícia da República de Moçambique (PRM), deteve quatros indivíduos, dos quais três são trabalhadores de uma empresa de segurança com sede na cidade de Nampula, que intitulavam-se como membros da corporação.

Os indiciados confirmam o uso de falsas qualidades e posse de uniforme da PRM, justificando-se que o teriam adquirido por sorte, ao cair, estando numa pasta, de um transporte semi-colectivo de pessoas e bens que presta serviços no perímetro urbano da autarquia de Nampula. A decisão de não entregar o equipamento as autoridades competentes foi da tripla, a qual desenhou o seu uso para a usurpação de bens de cidadão indefesos.

A detenção do grupo foi graças a denúncia feita por um cidadão de nacionalidade chinesa, o qual viu-se obrigado a subornar ao grupo com um valor monetário de 80.400,00Mt (oitenta mil e quatrocentos meticais). As câmaras de vigilância montadas na residência da vítima facilitaram a PRM a identificar os malfeitores.

“Quando conseguimos essas fardas, ao em vez de entregar para a polícia, decidimos usar para facilitar o nosso trabalho, e foi assim que planejamos assaltar na casa  do chinês porque já  tínhamos informações que eles tinham dinheiro em sua casa. Conseguimos roubar o dinheiro”, confirmou um dos integrantes do grupo.

O porta-voz do Comando Provincial da PRM em Nampula, Zacarias Nacute, confirma que este não é o primeiro caso em que trabalhadores de empresas de segurança privada envolvem-se em casos do género, fazendo-se passar por agentes da corporação.

Também, segundo Nacute, “não é pela primeira vez que funcionários de empresas de segurança privada envolvem-se em actos criminais. A polícia irá  reforçar a fiscalização a nível  das empresas de segurança para evitar que casos de género se repitam”.

Outrossim, é que a actuação das empresas de segurança têm deixado muito a desejar, incluindo o uso abusivo de sinais luminosos na cidade, o que em muitos casos contribui na conturbação da circulação rodoviária. (Elisabeth José)

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