
Nacala (IKWELI) — O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, considera que a realização de grandes encontros nacionais fora de Maputo constitui uma manifestação dos esforços de descentralização defendidos pelo Presidente da República, Daniel Chapo, com vista a aproximar os centros de decisão das províncias e das realidades locais.
“O esforço de descentralização que Vossa Excelência tem vindo a empreender também se manifesta na realização de grandes encontros nacionais fora da capital do país, aproximando os centros de decisão às províncias e à realidade que se pretende transformar”, afirmou Abdula, na terça-feira (21), durante a abertura oficial da Conferência sobre Adição de Valor aos Recursos Minerais e Energéticos Disponíveis (CAVAME-d), na cidade de Nacala.
O governador destacou o crescente papel da província de Nampula no acolhimento de iniciativas nacionais, considerando que esta responsabilidade representa também uma oportunidade para afirmar a capacidade da região de receber grandes eventos e dinamizar a economia.
“A província de Nampula tem vindo a ganhar um peso crescente no acolhimento destas iniciativas, facto que muito nos honra, mas que também nos responsabiliza. Queremos estar à altura dessa confiança e demonstrar que Nampula reúne todas as condições para acolher grandes eventos nacionais e internacionais, promover o debate sobre as questões fundamentais para o futuro do país e, sobretudo, afirmar-se como um dos principais centros de dinamização económica de Moçambique”, declarou.
Para Abdula, a escolha de Nacala para acolher a conferência justifica-se pela sua localização estratégica, pela proximidade de importantes zonas de exploração mineira e pela existência de infra-estruturas logísticas que servem a região Norte e os países do interior do continente.
Nacala, afirmou, é uma das cidades mais importantes de Nampula, província rica em recursos minerais e situada a curta distância de Cabo Delgado, outra região de relevância para o sector mineiro nacional.
A estas vantagens junta-se o porto de águas profundas de Nacala, que, segundo o governador, constitui uma plataforma estratégica para o escoamento e a comercialização de mercadorias na região.
Na sua perspectiva, estas condições podem permitir que a cidade se consolide não apenas como espaço de reflexão sobre o futuro da actividade mineira em Moçambique, mas também como centro de comercialização, escoamento e transformação de recursos minerais.
Abdula defendeu, contudo, que a exploração dos recursos naturais deve ser acompanhada por uma transformação económica capaz de gerar benefícios concretos para a população, através da criação de empresas, indústrias e empregos, bem como da melhoria dos rendimentos e das condições de vida.
“A riqueza do nosso subsolo só terá verdadeiro significado quando se traduzir em riqueza à superfície: em empresas, em indústrias, em empregos, em melhores rendimentos e em melhores condições de vida para as nossas populações”, afirmou. (Redacção)





