Governadores colocados à prova quanto a gestão dos recursos minerais em suas províncias

O Primeiro dia da Conferência Sobre Adição de Valor aos Recursos Minerais e Energéticos Disponíveis (CAVAME-D) que decorre na cidade portuária de Nacala entre 19 a 24 do corrente mês, deu espaço a uma “prova oral” feita pelos governadores das províncias de Nampula, Cabo Delgado, Manica, Niassa e Gaza para que de forma prática esclareçam os ganhos alcançados pela população local pela exploração dos diversos recursos existentes no país. 

Falando na ocasião, o Governador da Província de Nampula, Eduardo Mariano Abdula, esclareceu que trabalhos têm vindo a ser feitos para superar os conflitos instalados entre as comunidades locais e as empresas de exploração mineira, “Se conseguirmos reter os 10% dos recursos minerais e ficarem na província, que é de lei e ficarem na província para o fundo do desenvolvimento local, será de forma eficaz e efectiva investir em infraestruturas nestes distritos onde é feita a exploração.  No ano passado quando assumimos esta missão e fomos tentar nos inteirar, fomos muito bem recebidos por estas empresas que operam nestes locais, dizer que conseguimos entrar e resolver inúmeros conflitos não obstante que eles ainda prevaleçam exatamente por desta percepção errada da lei e isto agora está a permitir que efectivamente com ligação directa entre mineração e a comunidade, nos últimos 2 anos tivemos a construção de escolas, postos de saúde, o que mostra que estamos a conseguir ultrapassar.”

Já a Governadora de Manica, Francisca Tomás, deitou abaixo as especulações segundo as quais a mina dos seis carros, localizada no distrito de Vanduzi, província de Manica pertence a algum membro do governo provincial, ” O que sucedeu na mina de seis carros é que estão lá muitos cidadãos de diferentes pontos do país e como acontece em qualquer ponto de exploração, as pessoas acorreram para lá. A exploração artesanal e de pequena escala, deve ser organizada, permitir que a população local possa também explorar o seu próprio recurso e depois canalizar no comércio formal para que eles também possam desenvolver, nós já tivemos mais de 12 000 pessoas a explorar e até agora é difícil controlar. O que estamos a fazer agora, é criar cooperativas para poderem fazer a exploração organizada, porque aquela exploração que estão a fazer na mina dos seis carros faz com que as pessoas estejam a morrer.”

Questionada sobre a qualidade de energia que a província dispõe para a indústria, a Governadora da província de Niassa garantiu que o seu governo não prevê a expansão elétrica para a indústria, tendo recomendado o contacto directo com a Eletricidade de Moçambique (EDM) “Com o programa do governo que até 2030 vai haver a expansão da energia eléctrica naturalmente que esta expansão não é a expansão para a indústria, quando uma empresa vai instalar uma indústria que requer uma certa potência, eles são aconselhados a ir a EDM requerer a instalação de uma energia adequada para aquele tipo de potência, porque dentro das comunidades por onde estamos a fazer a instalação de energia, não prevemos a instalação de indústrias de grande potência.”

A Primeira edição do CAVAME-D, decorre sob o lema, “Transformar Recursos, Gerar Oportunidades e Valor para Moçambique.” (Felismina Maposse)

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