
Maputo (IKWELI) – O Instituto Ferro-Portuário de Moçambique, I.P. (IFEPOM), deverá preparar e submeter, até Abril de 2027, um roteiro detalhado para avaliar a capacidade da infra-estrutura ferroviária existente e definir as condições técnicas, operacionais, regulamentares e económicas para a participação de entidades privadas no sector ferroviário.
A iniciativa visa mobilizar investimentos, optimizar a utilização da rede e reforçar a competitividade dos corredores logísticos nacionais.
A recomendação foi feita pelo ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, durante o encerramento do segundo Conselho Coordenador, realizado na quinta-feira (15), em Marracuene, província de Maputo. Na ocasião, o governante defendeu que o documento deve apresentar etapas de execução, prazos, responsabilidades institucionais e instrumentos de apoio à tomada de decisão, servindo de base para a implementação de medidas concretas.
“Não pretendemos um documento meramente conceptual. Precisamos de uma base técnica sólida que permita avançar para decisões de implementação, promover uma utilização mais eficiente da infra-estrutura ferroviária, mobilizar investimento e reforçar a competitividade dos corredores logísticos nacionais”, afirmou Matlombe.
No domínio da logística e dos corredores de desenvolvimento, o ministro defendeu a necessidade de transformar as vantagens geográficas de Moçambique em ganhos concretos de competitividade. Segundo explicou, os corredores de Maputo, Beira e Nacala devem funcionar como plataformas de desenvolvimento económico, assegurando a ligação eficiente entre portos, caminhos-de-ferro, estradas, fronteiras e centros de produção.
Matlombe apelou ainda ao reforço da coordenação entre os diferentes modos de transporte, à melhoria da previsibilidade dos serviços e à identificação de medidas concretas para reduzir o tempo e os custos de movimentação de mercadorias. Sublinhou que as recomendações do segundo Conselho Coordenador devem ser traduzidas em planos de implementação com prioridades definidas, responsabilidades claras e metas mensuráveis, de modo a permitir o acompanhamento rigoroso da execução das actividades e dos projectos.
Apesar dos desafios existentes, o governante considerou que Moçambique dispõe de instituições, quadros técnicos e projectos estruturantes capazes de contribuir para o desenvolvimento do país. Por isso, apelou à coesão, à colaboração e ao compromisso de todas as instituições, defendendo o reforço da cooperação intersectorial, a partilha de soluções e a eliminação de barreiras institucionais.
Matlombe sublinhou, por fim, que o interesse público deve prevalecer sobre as conveniências particulares de cada instituição, uma vez que, apesar das diferentes atribuições, todas partilham a missão de servir o cidadão e contribuir para o desenvolvimento nacional. (Antónia Mazive)





