
Nampula (IKWELI) – Retalhistas de combustível na cidade de Nampula levantam dúvidas sobre os critérios usados na distribuição de gasolina, após a entrada de camiões no terminal da empresa Petróleos de Moçambique (Petromoc).
Alguns desses operadores, com contratos de fornecimento, afirmam continuar a receber informação de que não há disponibilidade do produto, uma situação que está a ser encarrada como manipulação.
Segundo informações obtidas na tarde desta segunda-feira (28) junto de alguns retalhistas dão conta que quatro camiões de grande porte, carregados de gasolina terão chegado ao terminal da Petromoc em Nampula, onde alguns deles já estão á efectuar a descarga, enquanto outros permaneciam em movimentação no local.
A situação está a gerar questionamentos entre retalhistas que dizem ter contratos de fornecimento com a Petromoc, mas que, segundo relatam, continuam a ser informados pelo departamento de vendas de que não existe gasolina disponível para levantamento.
Os operadores pedem, por isso, esclarecimentos sobre o destino do combustível recebido no terminal e os critérios aplicados na sua distribuição, sobretudo numa altura em que a escassez do produto tem afectado o funcionamento normal dos postos de abastecimento na cidade e da economia local.
“Os outros retalhistas estão a ser excluídos, não estão a conseguir nem uma gota, alguns estão a se a beneficiar de grandes quantidades quando outros que têm contrato estão aqui a não beneficiar de combustível, a gente quando questiona dizem que não há produto, mas há os que estão a beneficiar em grandes quantidades e nem contrato vinculado não têm,” denunciou um dos retalhistas.
Uma outra a fonte explicou que “nós estamos aqui desde, e a quem que não está a receber nem um litro e a quem está a receber quantidade avultados, é isso que está a se passar e neste momento a equipa do IGREME [Inspecção Geral dos Recursos Minerais e Energia] está aí dentro está fiscalizar.
Os retalhistas defendem que, perante a actual escassez, deve haver transparência na gestão e distribuição do combustível, incluindo informação clara sobre os volumes recebidos, os beneficiários e os critérios utilizados para garantir que os clientes contratualmente vinculados sejam tratados de forma uniforme.
E a fiscalização não tem explicação sobre a situação
O chefe do departamento de Fiscalização de Combustível e Energia em Nampula, Abdul Carimo, disse que as autoridades estão a averiguar a situação ao nível dos depósitos, tendo solicitado esclarecimentos sobre determinados aspectos relacionados com a distribuição do produto.
“Estamos num processo de averiguação, ao nível dos depósitos avançado pedimos esclarecimento determinados aspectos que ainda estamos a espera que nos forneçam essas informações que é para obtermos real informação, enquanto vamos observando vários aspectos pertinente”, explicou Carimo.
Questionado sobre a existência ou não de gasolina nos depósitos, o responsável disse que ainda não pode avançar com uma informação definitiva, enquanto aguarda pelos dados solicitados às entidades responsáveis pelos depósitos.
“Por isso que estou a dizer, se não irei avançar com uma informação, que pode não ser aquilo que se calhar vamos receber da solicitação que nós pedimos ao nível do depósito. Então sugerimos que posterior podermos ter alguma informação exaustiva sobre a quantidade de combustível existente naquele ponto”, esclareceu. (Malito João)






