
Nampula (IKWELI) – A população de Nioce, no distrito de Lalaua, em Nampula, vive com expectativa de ver concluídas as obras do Centro de Saúde local, uma infra-estrutura que poderá aliviar as dificuldades enfrentadas pelas comunidades no acesso aos serviços de saúde.
As obras encontram-se paralisadas desde 2023, por falta de fundos, aguardando pela retoma dos trabalhos e posterior apetrechamento.
Para a população, a conclusão da unidade sanitária representa mais do que uma nova infra-estrutura, mas uma esperança de reduzir as longas distâncias percorridas à procura de assistência médica.
Amélia de Castro, residente na região, considera que a entrada em funcionamento do centro será um alívio para as famílias que actualmente enfrentam dificuldades para ter acesso aos cuidados de saúde.
“Para nós, seria um alívio muito grande ter este centro de saúde a funcionar aqui. Muitas vezes temos de percorrer longas distâncias para procurar assistência, principalmente quando se trata de crianças ou de situações de emergência. Por isso, esperamos que as obras sejam retomadas e terminadas,” disse Amélia de Castro.
Paulo Jacinto mostra-se confiante de que o compromisso assumido pelas autoridades será cumprido dentro do prazo estabelecido. O residente espera que a conclusão da obra aconteça nos prazos definidos pelo Governo, permitindo que a população comece a beneficiar dos serviços de saúde.
“Estamos à espera que às pessoas que estão a construir possam cumprir aquilo que o Governo quer e que foi anunciado e que a obra termine dentro da data que foi estabelecida. Nós, como população, queremos ver este centro concluído e a funcionar, porque será uma grande ajuda para toda a comunidade.”
A expectativa da população foi constatada durante a visita de trabalho do administrador de Lalaua, Silvério João Nauaito, que avaliou o estágio das obras do futuro Centro de Saúde de Nioce. No local, o dirigente verificou que ainda faltam trabalhos de acabamento, incluindo reboco, pintura, colocação de portas e janelas, além do apetrechamento da unidade.
Perante a situação, Silvério João Nauaito manifestou intenção de procurar mecanismos para viabilizar a conclusão da infra-estrutura, incluindo contactos com as partes envolvidas. A iniciativa é vista pela população como uma oportunidade para transformar uma obra paralisada numa unidade sanitária capaz de responder às necessidades locais. (Malito João)






