
Nampula (IKWELI) – O Movimento de Educação para Todos (MEPT), uma rede de nacional de educação em funcionamento desde 1999, através de suas parcerias, pretende levar a cabo uma iniciativa de criação de um fundo básico focado aos investimentos que vão culminar na produção e distribuição de mais livros aprovados pelo Ministério da Educação e Cultura para reduzir a problemática da insuficientes de livros escolares nas escolas de Moçambique.
A informação foi avançada nesta quinta-feira (13) na cidade de Nampula por Luís Mutondo, representante do MEPT, num encontro de reflexão sobre a distribuição do livro, que tinha como intuito analisar o panorama actual, identificar os principais constrangimentos na cadeia de distribuição e desenhar estratégias coordenadas para assegurar que os manuais escolares cheguem a todos os alunos em tempo útil.
“Quando olhamos os desafios da educação, um deles tem a ver com o problema de distribuição dos livros nas escolas para os alunos. Nós como Movimento de Educação para Todos, fizemos uma monitoria e constatamos que aqui em Nampula algumas crianças até hoje não têm o seu livro na sala de aula para aprendizagem. Segundo as informações, o distrito de Eráti tem livros no Serviço distrital, mas não chegaram na escola,” disse Mutondo.
O nosso entrevistado afirmou que o Movimento de Educação para Todos tem promovido uma acção que possa trazer soluções para que os investimentos neste sector possam alavancar e sendo que a criação do tal fundo parte deste esforço. “Estamos a falar da iniciativa de advocacia para a criação de Fundo Nacional da Educação Básica que vai olhar aquilo que são os desafios no campo de investimento, como a redução do rácio professor-aluno.”
“Queremos também que os nossos alunos tenham uma educação de qualidade, onde eles possam saber fazer, interpretar os fenómenos e isso não depende apenas da presença dos professores qualificados, mas também depende das condições que esse professor tenha motivação, como o pagamento de salários, horas extras e, infraestrutura, entre outras condições,” sublinhou.
Segundo a fonte, a sua organização tem a uma necessidade de se criar estratégias para mobilizar recursos e financiar o sector da educação. (Francisco Mário)






