
Nampula (IKWELI) – O especialista em Cirurgia Geral e Urologia e director da Focus Fístula, Dr. Igor Vaz, prevê realizar até 150 cirurgias de fístula durante uma campanha médica que decorre na província de Nampula ao longo de dez dias, envolvendo especialistas nacionais e estrangeiros de vários países.
Segundo este especialista, a campanha reúne médicos provenientes do Congo, Madagáscar, Camarões, Quénia, Itália, México e Argentina, com o objectivo de operar pacientes com fístulas e promover a troca de experiências entre os especialistas envolvidos.
“Temos mais de 290 pacientes vindos dos diversos distritos da província. Nós não vamos conseguir cumprir todos os casos, só temos três salas de operação e três especialistas que vão operar os casos complicados, então vamos tentar operar o máximo de casos que vieram,” garantiu Vaz.
Segundo explicou, a capacidade de atendimento dependerá da complexidade das fístulas apresentadas pelos pacientes, uma vez que alguns casos exigem várias horas de intervenção cirúrgica, enquanto outros podem ser resolvidos em menos tempo.
“A confiança é que algumas vezes temos fístulas simples, por isso é possível operar mais casos, mas outras vezes casos muito complexos. Tudo isso não vamos conseguir operar. Uma fístula completa pode durar seis horas, significa que vai ocupar todo o dia de operação. Uma fístula simples pode levar meia hora, uma hora. Então, nos dias que tivermos fístulas simples, cada cirurgião pode operar cinco fístulas; se tivermos fístulas complexas, cada cirurgião vai operar uma fístula”.
De acordo com Igor Vaz, a campanha estava inicialmente programada para decorrer durante cinco dias, mas foi prolongada para dez dias devido ao elevado número de pacientes que procuram atendimento especializado.
“A campanha vai iniciar hoje. Ontem a campanha iniciou com diagnóstico das doentes que primeiro devem ser observadas. Nós não comprometemos com números. Cirurgias complexas vão ser 30 (trinta) doentes, se forem todas simples, somos capazes de chegar a 150 (cento e cinquenta)”.
Para além da província de Nampula, o especialista revelou que a equipa médica já desenvolveu actividades na província de Sofala, tendo trabalhado igualmente no Hospital Geral da Beira, no âmbito das acções de tratamento e acompanhamento de pacientes com fístulas. (Malito João)






