
Nampula (IKWELI) – O escritor Victor Eddy propõe o intercâmbio de culturas distintas na construção da identidade humana, sem deixar de lado os traços individuais.
Edy falava no sábado (8), num Webinar organizado pelo Grupo de Escritores de Nampula (GEN) sob tema “A dualidade entre a luz e sombra na construção de identidade humana”, uma temática que tinha como intuito a análise profunda sobre como as oposições internas junto com a cultura moldam a definição de um indivíduo e sociedade em geral.
Para o escritor, a identidade humana não é um bloco único ou estático, mas sim resultado de negociações constantes entre aquilo que as pessoas escolhem expor a sociedade e aquilo que preferem manter em oculto.
“A identidade humana é dinâmica e não estática, resultado das vivências que as pessoas vão adquirindo ao longo do tempo onde mesmo sem querer irá influenciar a forma de ser e estar,” disse na ocasião.
“Todas as culturas são ricas, apesar de serem diferentes, então não é momento de alguém se mergulhar numa determinada vivência, alguma coisa acaba mudando,” disse.
No entender do orador, o mais importante é cada um saber qual é a sua essência “até que mesmo se a pessoa vive mergulhada nos hábitos e costumes dos outros, conseguirmos notar que um determinado indivíduo não é de uma certa cultura,” realçou.
Edy anotou igualmente, que o processo criativo e a própria literatura funcionam como um espelho onde a “luz da nossa consciência ilumina as sombras coletivas e individuais,” frisou. (Francisco Mário)






