
Nampula (IKWELI) – O general Sérgio Faustino Age entregou, nesta terça-feira (22), as pastas de comandante provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) de Nampula, cargo que ocupava desde outubro de 2025, mas a medida não caiu bem para a população local.
Nas esquinas, nos “chapa-100”, nos mercados e nos bairros a conversa dominante é cessação de funções de um jovem general que, em cerca de 9 meses, devolveu, largamente, a ordem e tranquilidade públicas aos residentes do maior círculo eleitoral do país.
Os comentários de elogio ao comandante cessante, também, vigoram nas redes sociais, assim como o repúdio e protesto pela medida do ministério do Interior, também, ouvem-se em vários cantos na província.
“Parece que aqui em Nampula uma pessoa quando trabalha bem os chefes lá no Maputo não gostam. O comandante Sérgio Age estava a fazer um bom trabalho e respondia aquilo que o governador tio Salim quer para o seu povo,” comentou Jamila Ibraimo, residente no bairro de Murrapaniua, prosseguindo que “desde que ele chegou, membros do grupo 15 tinham sossegado, porque muitos foram capturados.”
Alberto João, residente em Muthita, afirmou que “este comandante que fizeram sair em pouco tempo é porque não facilitava bandidagem. Ele e o governador tio Salim não queriam que malfeitores maltratassem o povo. Veja que, em pouco tempo, com essa campanha de combate a “makha”, as coisas estavam a mudar. Eu acho que essa coisa de combater traficantes e consumidores de droga não agradou aos chefes no Maputo.”
Paulino Jorge, pai e encarregado de educação com educandos na escola de Napipine, disse ao Ikweli que “nós os pais estávamos aliviados, porque nas escolas já não havia essa brincadeira de alunos consumirem drogas. Isso coloca-nos em desespero, porque o comandante que cessou fazia um trabalho.”
“Essa situação [cessação de Sérgio Age] não nos agrada, a droga tinha diminuído de circular nas escolas, mesmo nos bairros, tudo porque o comandante da polícia estava a fazer um bom trabalho. Agora não sabemos como vai ser, porque jovens que tinham se perdido estavam a se recompor.”
Atija Cândido, residente em Memba, também comentou sobre a saída do comante, afirmando que “sentíamos que a polícia aqui em Memba estava moralizada, por isso que com a liderança do tio Salim, o comandante provincial conseguia colocar os seus homens a controlar o distrito contra qualquer tipo de invasão.” “Parece que estão a conspirar contra Nampula lá no Maputo.” (Redação)






