
Maputo (IKWELI) – Na abertura da Conferência Nacional do Ensino Superior, nesta segunda-feira (6), na capital do país, o Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu que as universidades devem assumir um papel central na transformação estrutural da economia moçambicana, apostando na formação de capital humano, investigação científica, inovação e maior ligação ao sector produtivo.
O Chefe de Estado defendeu a elaboração de um Plano Estratégico do Ensino Superior (2026–2035) inclusivo, transformador e orientado para responder aos desafios do desenvolvimento sustentável, da empregabilidade da juventude e da competitividade nacional.
Segundo Chapo, a conferência realiza-se num momento importante da consolidação da independência económica, através da transformação estrutural da sua economia, por isso, exigiu um forte investimento no capital humano, na ciência, na tecnologia e na capacidade de inovação.
Por outro lado, o PR disse que o lema escolhido para o evento, “Construindo um Plano Estratégico Inclusivo, Transformador e Relevante para o Desenvolvimento Sustentável de Moçambique”, traduz a aspiração colectiva de doptar o país de um instrumento estratégico capaz de orientar o ensino superior para os desafios do presente e as oportunidades do futuro.
Chapo que o Plano Estratégico do Ensino Superior 2026/2035, não pode limitar-se a melhorar o sistema existente, deve constituir um verdadeiro instrumento de reforma institucional, capaz de preparar as universidades para responder as rápidas mudanças científicas globais, tecnológicas, económicas e sociais que caracterizam o século XXI.
Durante a sua intervenção, apontou como prioridade o reforço da ligação entre as universidades e o sector produtivo, o incentivo a investigação científica aplicada, a promoção da inovação e da transformação digital, bem como a melhoria da qualidade do ensino e da empregabilidade dos graduados.
O estadista defendeu igualmente a aposta na área de Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemática (STEM), sem negligenciar a importância das ciências sociais e humanas na construção da cidadania, da governação e da nossa identidade nacional.
Ao abordar os desafios do sector, o PR reconheceu que persistem problemas como o desalinhamento entre formação e mercado, a fraca ligação entre as universidades e o sector produtivo, a insuficiente investigação aplicada, a pressão sobre a qualidade e a baixa empregabilidade em algumas áreas de formação, incluindo o financiamento ao ensino superior.
Apesar desses desafios, destacou os avanços registados desde a independência nacional, recordando que Moçambique passou de uma única instituição de ensino superior em 1975, e com 61 instituições actualmente, com mais de 270 mil estudantes matriculados em todo território nacional.
Apelou que o ensino superior não pode transformar-se numa fábrica de licenciados em desemprego. “Devemos formar jovens capazes de criar oportunidades, gerar empresas através de empreendedorismo e iniciativas locais, desenvolver soluções e liderar processos de transformação económica e social de Moçambique”. (Antónia Mazive)





