
Nampula (IKWELI) – O educador ambiental e coordenador do movimento Let’s do It, uma organização que reúne jovens activistas com causas ambientais na Província de Nampula, Bartolomeu Romane mostra-se preocupado com o desmatamento das florestas e denuncia a falta de responsabilização dos destruidores do mesmo, por isso as autoridades pede que haja maior fiscalização.
Romane, que falava nesta quarta-feira (3) numa entrevista exclusiva ao Ikweli no âmbito da semana do meio ambiente, mostrou preocupação com a elevada onda de desmatamento desenfreado das florestas em Moçambique e de forma particular na província de Nampula, citando o distrito de Mecubúri como exemplo.
“Não há nenhuma responsabilização sobre aqueles que desmatam, que fazem carvão, mas em termos de responsabilidade não existe, e isso é a grande preocupação da nossa organização. Portanto, o governo deve redobrar esforços para puder inverter a situação, começar o colocar os fiscais para controlar e supervisionar o desmatamento que acontece em cada distrito, província e o pais inteiro,” disse.
De acordo com a fonte, todo Moçambique está numa situação decadente, “mas temos notado muito nas partes costeiras onde a situação não é boa, está a acontecer erosão, falta de mangais e isso nos preocupa muito porque o mar está a vir com a sua dinâmica. Portanto, olhamos com dor o desmatamento que acontece porque em algum momento há desmatamento e não há reposição e como consequência verificamos as mudanças climáticas, doenças, falta de oxigénios,” frisou.
Todavia, Romane, apela os cidadãos a ter consciência das formas de preservar o meio ambiente porque é lá onde o ser humano vive “lançar um apelo ao governo de Moçambique na pessoa do presidente da República de Moçambique que comece a reparar questões ambientais com garras para tentarmos mudar o cenário,” instou o nosso entrevistado. (Francisco Mário)





