
Nampula (IKWELI) – Mutuários do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) no distrito de Murrupula, província de Nampula, apresentaram os seus negócios e machambas ao Secretário de Estado na província, Plácido Pereira, como demonstração de agradecimento e seriedade na aplicação dos valores recebidos através do programa.
Uma boa parte dos beneficiários é composta por jovens que afirma que as suas vidas registaram mudanças significativas desde que tiveram acesso ao financiamento, permitindo-lhes reerguer e expandir os seus negócios.
Lino Manuel, beneficiário do FDEL e criador de frangos, disse que os primeiros resultados já são visíveis pouco tempo depois de iniciar a sua actividade. “Iniciei há pouco tempo, mas já comprei uma caixa de 100 pintos e ração, compro também na cidade de Nampula.”
Outro beneficiário é Paulino Romeu, quem apostou na agricultura e reconhece que o sector continua a enfrentar vários desafios, sobretudo relacionados com as alterações climáticas e a limitação de recursos financeiros. Segundo Romeu, “fico ameaçado com a mudança de clima e o orçamento que tenho sinceramente é desafiante, eu tenho alguma experiência, tenho experiência com a ADPP, mas graças a Deus com o projecto FDEL estou garantido, assim onde eu tinha colocado algumas mudas com a experiência que tenho, garanto que alguma coisa vai mudar.”
Por sua vez, Benina Luís afirma que o financiamento recebido permitiu-lhe abrir um pequeno estabelecimento comercial junto ao hospital local, garantindo-lhe uma fonte de rendimento estável. “Construi uma mercearia dentro do hospital, vendo arroz, farinha e outros produtos e tenho uma vida normal já não dependo de ninguém para sobreviver,” declarou a beneficiária.
Na ocasião, o Secretário de Estado na Província de Nampula, Plácido Pereira, explicou que o diálogo mantido com os mutuários enquadra-se nos esforços do Governo de Moçambique para responder aos desafios do desemprego, sobretudo entre os jovens.
“O emprego para o jovem é uma preocupação, e na sequência disto foi criado este Fundo de Desenvolvimento Local para promover o autoemprego, como o Estado não poderá absorver todos os jovens nas empresas e nas instituições do país.”
Pereira acrescentou que o fundo foi concebido para apoiar cidadãos sem capacidade de acesso ao crédito bancário, sendo que 60% dos recursos são destinados à juventude e os restantes 40% a outras faixas etárias.
O governante apelou ainda à seriedade na gestão dos recursos e à devolução atempada dos valores financiados, de modo a permitir que mais jovens possam beneficiar do programa no futuro. (Malito João)





