
Nampula (IKWELI) – O Provedor da Justiça, Isaque Chande, mostra-se preocupado e defende o fim da impunidade de dirigentes envolvidos em actos de corrupção, com destaque para a administração pública.
Falando em conferência de imprensa, na cidade de Nampula, o Provedor da Justiça apelou a sociedade para que reaja prontamente na denúncia de actos de corrupção, tanto no sector público como no privado, valorizando funcionários íntegros.
“Temos que nos organizar para acabar com a impunidade. Se uma pessoa comete irregularidades e a sociedade tem conhecimento dessas acções, então o indiciado deve ser levado a barra da justiça, julgado e condenado.”
Isaque Chande sublinhou que “nós temos que ser implacáveis no tratamento de casos de corrupção. Por exemplo, no caso recente do director-geral do INSS e dos seus colegas, eles estão presos, e é assim que deve ser”.
O Provedor da Justiça entende que o poder judicial deve continuar a aprimorar os mecanismos de controlo nos casos de corrupção. “Temos que continuar a educar a nossa sociedade e dar passos largos na denúncia de actos ilícitos. Apesar de não sermos todos corruptos, ainda há funcionários íntegros que querem ver a questão da corrupção erradicada da administração pública.”
Segundo Chande, os sectores da Educação, Saúde e a PRM [Polícia da República de Moçambique] continuam a destacar-se em actos de corrupção que comprometem o desenvolvimento do país. “Nós ouvimos, um pouco por todo o lado, denúncias de cobranças ilícitas. Nós, como país, temos que nos organizar, e devem existir mudanças efectivas no seio familiar, nas maternidades, entre outros sectores públicos e privados.”
Durante a sua visita de trabalho na província de Nampula, o Provedor da Justiça manteve vários encontros no âmbito do cumprimento da sua agenda de trabalho na mais populosa província de Nampula que entre setembro a novembro terá um edifício para funcionamento de uma delegação de representação. (Nelsa Momade)





