
Nampula (IKWELI) – O coordenador distrital do partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) em Nampula, Paulino Armando, afirma que Moçambique é um país livre, democrático e devem ser respeitadas as diferentes opiniões dos cidadãos e não silenciar aquele que expõe suas crenças.
Armando falava numa entrevista exclusiva ao Ikweli nesta quarta-feira (13), em reacção ao assassinato do coordenador daquela formação política de Chimoio, Anselmo Vicente, onde lamentou o sucedido, tendo considero que os membros da ANAMOLA são perseguidos supostamente todos os dias, o que não vai de acordo com os princípios democráticos do país.
“Eu não sei porque foi assinado o multipartidarismo, para a criação de mais partidos políticos porque o que estamos a ver nos últimos dias, basta expressar uma opinião, você é conotado, perseguido e assassinado, sabendo que todos os moçambicanos gozam de liberdade de expressão. Portanto nós repudiamos veementemente essa forma de fazer a democracia,” disse Armando.
“Nós esperamos o que aconteceu com o nosso colega e reafirmo o repúdio, se é para acabar com os partidos políticos em Moçambique, que se faça de uma única vez. Estamos num país de multipartidarismo, então, não se pode silenciar alguém por falar aquilo que não é do nosso agrado, mas sim ouvir e aproveitar alguns conceitos e não aniquilar,” frisou.
Todavia, Armando reafirma a prontidão dos membros do partido em continuar com os trabalhos políticos, apesar das mortes pois, “mata um do ANAMOLA, nascem 1000 (mil), nós estamos fortes, por isso ontem (12.5) homenageamos o nosso colega ora falecido,” realçou. (Francisco Mário)





