
Nampula (IKWELI) – O director executivo do Centro para Democracia e Direito Humanos (CDD), Adriano Nuvunga, disse, através das suas redes sociais, que o Governo deve levar à barra da justiça o ex-Ministro das Finanças, Manuel Chang, pelos crimes que cometeu contra o Estado.
Chang regressou à Moçambique em finais do mês passado, depois de 8 anos e meio nos Estados Unidos da América (EUA), onde estava a cumprir pena de prisão devido a uma fraude que lesou o povo Moçambicano em uma quantia de mais de 2.2 mil milhões de dólares americanos.
Nesta senda, o activista e defensor dos Diretos Humanos, professor Adriano Nuvunga, disse que isso não é suficiente, que o ex-ministro das finanças também deve ser ouvido e julgado pela justiça Moçambicana, “Manuel Chang deve sim ir a justiça, e ir a justiça não deve depender da vontade de um procurador e nem da vontade de um juiz,” diz Nuvunga.
Para o Defensor dos Direitos Humanos, o processo de um dirigente ir a justiça é a resposta da coletividade populacional que clama, “os moçambicanos são maiores do que os procuradores ou juízes, são moçambicanos que clamam pela justiça e estão preparados para ir às ruas para manifestar e exigir que Chang seja julgado aqui pelos crimes cometidos.”
Segundo o activista social “sem Manuel Chang assim como suas ações não haveria dívidas ocultas, ele foi o pivô deste fenómeno que hoje condena esta geração e até as próximas que ainda não nasceram.”
Sobre a sua detenção nos EUA, Nuvunga entende que “foi julgado na América pelos crimes cometidos na América, ele foi nos Estados Unidos da América provocar os americanos e condenaram, agora voltou e está aqui, e aqui, provocou os Moçambicanos, empurrou os mesmos para a pobreza e os moçambicanos querem justiça.” (Hermínio Raja)





