
Nampula (IKWELI) – A edilidade da cidade de Nampula continua a intensificar as campanhas de sensibilização para o abandono das ruas da urbe pelos vendedores informais, os quais têm uma medida de retirar marcada para 30 dia desde finais de abril. Salimo Assane, comandante da Polícia Municipal e de Fiscalização, recorda que após o prazo estabelecido para retirar voluntária, segue-se a fase coerciva.
“O interesse do conselho municipal da cidade de Nampula é organizar a actividade da venda informal, não estamos a expulsar ou impedir o comércio, mas há necessidade que haja colaboração permanente entre as autoridades municipais e comerciantes, por isso decorrem inscrições para obtenção de uma banca no mercado 25 Junho [também conhecido por mercado do matadouro],” avançou a fonte.
Assane assegurou que “o processo de requalificação do mercado está em curso, queremos uma vez mais apelar os vendedores ambulantes a abandonarem as ruas e optar espaços próprios e seguros para o exercício comercial que muito tem contribuído para economia local.” Num outro desenvolvimento, esta fonte informou que a venda informal nas ruas da cidade contribui para a ocorrência de acidentes de viação, tanto é que durante o primeiro trimestre do corrente ano foram registados 20 casos, que fizeram vítimas com ferimentos dentre graves e ligeiros.
Os vendedores informais não estão felizes com esta medida, entendem que ficarão distantes do seu público. “Mesmo estando a praticar o comércio na rua, somos obrigados a efectuar o pagamento de taxa no valor de 10,00Mt (dez meticais) diariamente e, por isso, não faz muita diferença em ir ao mercado porque estamos em busca de cliente e isto permiti-nos na renda familiar,” disse Felismino Maurício.
O jovem Abdul Jonas, comerciante informal há sensivelmente 3 anos, na zona da Sipal, anota que “a iniciativa de ir ao mercado com as condições mínimas é um acto louvável e seguro porque estaremos longe de acidentes, mesmo com a chuva e o sol não será mais uma grande preocupação, mas nos mercados não há cliente, este é o problema principal, então permanecemos nas ruas porque é onde há movimentação de pessoas, estamos atrás do cliente que possa comprar os nossos produtos e no final ter o lucro.” (Nelsa Momade)





