População de Cabo Delgado não quer saber de redes mosquiteiras distribuídas pelo MISAU por estas serem alegadamente mortíferas

Nampula (IKWELI) – A população da província de Cabo Delgado não quer receber as redes mosquiteiras distribuídas pelo Ministério da Saúde (MISAU), alegadamente por estarem na origem de mortes súbitas que ocorrem na região.

Testemunhas no local contam que a situação já causou a morte de uma pessoa, e esteve na origem de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), numa das comunidades daquele ponto do país, pois as redes mosquiteiras, no entender deles, têm medicamentos mortíferos.

Face à escalada de medo, o Sector de Saúde de Cabo Delgado reagiu prontamente com um comunicado oficial a desmentir a suspeita de existência de algum medicamento que cause morte nas redes mosquiteiras.

“Desde o dia 26 do mês em curso, tem circulado informações nas redes socias, alegando que em algumas comunidades da província de Cabo Delgado verificou-se existência de redes mosquiteiras distribuídas por Ministério da Saúde (MISAU) que teriam “chips” ou substância que estariam a causar “doença” ou “morte” nos seus utilizadores. Dada a gravidade destes rumores e o impacto negativo que pode gerar na saúde publica, este comunicado tem como objetivo esclarecer e tranquilizar a população que a informação que circula é falsa.”

Segundo o documento na posse do Ikweli, as redes mosquiteiras distribuídas pelo Ministério da Saúde são seguras, eficazes e especialmente para a prevenção da Malária. “Não existe qualquer fundamento que comprove a presença de “chips”, substância ou efeitos negativos associados ao seu uso, por isso apelamos a continuação do uso das mesmas.”

E essa informação, também, espalhou-se pela província de Nampula e moradores de Xequele, no distrito de Meconta, rejeitaram no último sábado (25) receber redes mosquiteiras.

O Ikweli contactou por via telefónica o administrador do distrito de Meconta, Orlando Pedro, quem disse não ter informação sobre o assunto. “Eu como administrador não tenho nenhuma informação desta natureza.”

De salientar que este é o segundo boato que abala as províncias da zona norte do país, incluído a província da Zambézia em menos de duas semanas. (Hermínio Raja)

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